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    Com transmissão da F-E, TV Cultura reforça área esportiva para aumentar audiência

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 26.02.2021, 11:30:00 Editado em 26.02.2021, 11:35:32
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    Pela primeira vez em sua curta história, a Fórmula E será transmitida pela TV aberta no Brasil. A partir desta sexta-feira caberá à TV Cultura a veiculação do campeonato de carros elétricos, com treinos classificatórios e corridas ao vivo. As sessões livres das etapas vão passar nas mídias digitais do canal. A competição também passará no SporTV, na TV fechada.

    A categoria, que agora conta com a chancela de Mundial por parte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), é a nova aposta do canal público. "O que nos cativou na F-E é esta missão de sustentabilidade, de cuidado com o meio ambiente, que sempre foi uma bandeira da Cultura. Gostamos demais dessa afinidade, vimos que era um bom caminho", disse ao Estadão o diretor de esporte do canal, Vladir Lemos.

    A interação entre a competição e os fãs durante treinos e corridas também atraiu a TV Cultura. "A categoria tem esse viés da interatividade, que tem sido um desafio para todos. Para o nosso País, a TV aberta é ainda um veículo muito importante. Ao mesmo tempo, tem as plataformas digitais se impondo. Vimos na F-E uma ponte perfeita entre estas duas coisas. E, com a F-E, trazemos para a TV um público que ainda não tínhamos."

    Os fãs de automobilismo já estavam no radar do canal nos últimos meses. A TV Cultura chegou a abrir negociação com a Fórmula 1. E, nesta busca, descobriu o campeonato de carros elétricos. "É uma aposta também até para conversar com o mercado. Um produto que nos permite buscar parceiros em outros segmentos."

    Sem tradição na cobertura desta modalidade, o canal vê a F-E como um "marco". "Até onde lembro, tivemos apenas motocross no passado. Mas já vimos apostas parecidas com esta, como foi a Band e a Fórmula Indy, que era uma categoria que não tinha tanto apelo na época. Além disso, o público brasileiro está um pouco carente. Temos brasileiros no grid (Lucas di Grassi e Sérgio Sette Câmara), ao contrário da F-1."

    Com uma trajetória de 25 anos no canal, Lemos recorda apostas antigas. "Fomos a primeira TV a passar um campeonato de surfe ao vivo, na década de 80. Temos uma cultura de abrir caminho."

    A investida vem na esteira de mudanças na cobertura do canal, que pouco contou com esportes nas últimas décadas. E partiu da nova direção do canal, com o jornalista José Roberto Maluf à frente desde 2019. Além de lançar o programa "Revista do Esporte", em horário nobre, a TV Cultura começou a transmitir ao vivo diversos jogos de diferentes modalidades, como futebol, vôlei e basquete.

    Desde então, passaram pela tela da emissora a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o NBB (Novo Basquete Brasil), as Superligas de Vôlei (masculina e feminina), o Campeonato Paulista de Futebol Feminino, o Campeonato Mineiro de Futebol Feminino e o Torneio Internacional de Futebol Feminino de Seleções, com a atacante Marta em campo e a estreia da técnica Pia Sundhage.

    "Quem conhece o mundo da televisão, sabe que o esporte sempre foi ferramenta para atrair audiência. E a atual administração conhece muito bem a TV. E houve esse consenso de que o esporte pode cumprir esse papel importante. E acho que está cumprindo. Temos visto incremento na audiência nas transmissões, no NBB e no futebol feminino", afirmou Lemos.

    De acordo com números do canal, com a exibição de jogos do NBB aos sábados, a média de audiência do mês de fevereiro teve aumento de 66% em comparação à média do período entre novembro e janeiro. Somente entre o primeiro e o segundo mês deste ano, o crescimento da audiência foi de 25% na média.

    A modalidade deve seguir impulsionando o canal nos próximos meses. Isso porque vai transmitir a nova temporada da Liga de Basquete Feminina, que começa no dia 8 de março. Na sequência, o plano da TV Cultura é passar o Paulistão Feminino. "Já estamos conversando com a Federação Paulista de Futebol", disse Lemos, que sonha em transmitir esportes universitários, a exemplo do que faz os Estados Unidos. "Queremos fomentar as modalidades."

    No entanto, ele admite que um canal público tem mais dificuldades para obter o direito de transmissão de campeonatos mais famosos. "Não está muito fácil vender os produtos. É tudo parceria. Mas a TV aberta é uma grande parceira, uma vitrine. Estamos cumprindo um papel na sociedade."

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