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Blatter mostra 'alívio' após audiências sobre suposto pagamento ilícito a Platini

Da Redação ·

O ex-presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, mostrou alívio após o quarto e último dia de audiências que participou em Zurique, na Suíça, pelo caso do suposto pagamento ilícito ao francês Michel Platini, ex-presidente da Uefa. As informações foram divulgadas pelo seu porta-voz e uma decisão do Ministério Público suíço é esperada nas próximas semanas.

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"Acabou. Agora Blatter está aliviado. Ele está feliz que isso acabou. A semana foi difícil para ele, mental e fisicamente", disse o porta-voz Thomas Renggli. Esta é a última etapa antes do encerramento da investigação aberta em 2015. As audiências, que começaram na última segunda-feira, foram realizadas na Procuradoria-Geral da República em Zurique, onde está localizada a sede da Fifa.

Devido ao seu estado de saúde, Blatter, hoje com 85 anos, foi hospitalizado para uma cirurgia no coração em dezembro e janeiro passados e não pode ser interrogado por mais de 90 minutos por dia. "No final da audiência, seu advogado Lorenz Erni disse (ao tribunal) que é hora de parar de incomodar Blatter", afirmou o porta-voz.

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O caso é relacionado ao pagamento pela Fifa de 2 milhões de francos suíços (R$ 11 milhões na cotação atual) a Platini no início de 2011, sem justificativa escrita, a pedido de Blatter. O escândalo encerrou a carreira dos dois homens mais poderosos do futebol mundial na época.

Blatter é investigado por "suspeitas de fraude, quebra de confiança e gestão desleal". O processo contra Platini apura "suspeitas de fraude, participação em quebra de confiança, participação em gestão desleal e falsidade de títulos".

Platini se apresentou à Justiça da Suíça pela última vez em meados de março. Ele aguarda a decisão do Ministério Público, que poderá pedir o arquivamento do caso ou encaminhar o julgamento ao Tribunal Criminal Federal de Bellinzona.

Blatter e Platini alegam que trata-se de um valor devido por um trabalho de consultoria realizado pelo francês entre 1999 e 2002. A Fifa, liderada desde 2016 pelo suíço Gianni Infantino, lamenta a falta de um contrato escrito mencionando tal remuneração e pede ao francês o reembolso dos 2 milhões de francos suíços.