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Benzema faz na prorrogação e Real Madrid evita queda diante de um gigante Chelsea

Da Redação ·

A Liga dos Campeões terá um novo campeão. O Chelsea vai perder a coroa depois de uma apresentação gigantesca em visita ao Real Madrid, no Santiago Bernabéu, nesta terça-feira. Depois de perder por 3 a 1 na Inglaterra, o time de Thomas Tuchel chegou ma abrir 3 a 0 na Espanha, levou um gol no fim do tempo normal e acabou caindo na prorrogação com o artilheiro Benzema definindo a derrota por 3 a 2 que foi bastante comemorada com vaga nas semifinais.

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Foi o 12º gol de Benzema em nove aparições na atual edição da Liga dos Campeões. Herói com hat-trick em Londres, o francês de 34 anos novamente causou pesadelo aos ingleses. O cruzamento de Vinícius Júnior foi com precisão na cabeça do artilheiro, que evitou uma virada histórica nas quartas de final. Mesmo derrotado, os merengues avançaram com 5 a 4 na soma dos dois jogos e aguardam Manchester City ou Atlético de Madrid.

Tomas Tuchel disse na véspera do duelo que era "improvável" uma reviravolta do Chelsea após levar 3 a 1 em casa. Mas prometia um time empolgado no Santiago Bernabéu. E o começo do confronto de volta comprovou suas palavras, com ingleses mostrando o motivo de serem o atual campeão.

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Com pressão e coragem, o Chelsea mandou nos primeiros minutos, sempre rondando o gol de Courtois. O Real Madrid, apesar de prometer buscar o gol, visivelmente tentava administrar a ótima vantagem. Sem pressa, acabou surpreendido.

Aos 15 minutos, Timo Werner serviu Mason Mount que bateu firme para abrir o marcador, deixando a vantagem dos espanhóis em somente um gol. Mais uma bola na rede e a definição iria para a prorrogação.

Assustado com a postura do atual campeão, o Real Madrid demorou a chegar na frente. O fez com chute sem direção de Benzema, aos 22 minutos. Vinícius Jr. não brilhava e as chances eram somente do lado amarelo. Kovacic e Havertz erraram o alvo.

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O intervalo era a chance de Carlo Ancelotti ajustar o Real Madrid, até então lento e com postura bem diferente da esperada para uma equipe com 13 títulos da Liga dos Campeões. A apatia seguiu e a igualdade no confronto veio logo aos 5 minutos. Mount cobrou escanteio na cabeça de Rudiger e 2 a 0 no placar. Como não há mais o gol como visitante, o agregado marcava 3 a 3.

Apenas depois de perder a vantagem que o Real resolveu jogar bola. A cobrança de falta tinha endereço, não fosse a bela defesa de Mendy. Benzema ainda carimbou o travessão. Gol, quem fez mais uma vez foi o Chelsea. Roubada de bola e Alonso mandou no ângulo. O VAR salvou o Real Madrid ao flagrar toque de mão do camisa 3.

A vibração dos ingleses acabou sendo adiada por 13 minutos. Aos 30 do segundo tempo, o que parecia impossível, aconteceu. Kovacic lançou Timo Werner, que deixou Casemiro no chão, passou por Alaba e reverteu o confronto com o terceiro gol no Santiago Bernabéu.

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Quem necessitava reagir agora era o time merengue. Ancelotti optou pelos brasileiros Marcelo e Rodrygo e foi premiado rapidamente. Kanté saiu jogando errado, Marcelo tocou para Modric cruzar e Rodrygo, em seu primeiro toque na bola, descontar, aos 35. 3 a 1 na Inglaterra, 3 a 1 na Espanha com visitantes jogando muito bola.

Mesmo com poucos minutos, a ordem parecia não esperar a prorrogação. O Chelsea passou perto nos acréscimos. No último lance, mais uma chance de cruzamento à área. Pulisic mandou a oportunidade de ouro para fora, para desespero de Tuchel.

O gol no fim do segundo tempo acabou se tornando um golpe bastante duro depois de muita luta do Chelsea na partida. Logo no início da prorrogação, Vinícius Júnior recebeu livre pela esquerda e mandou na cabeça de Benzema. Gol do Real e fúria de Tuchel, até então jogando e vibrando com a equipe.

O tempo mais uma vez virou inimigo dos ingleses. E passava rápido. O Real novamente adotou postura defensiva e, mesmo assim, ainda passava aperto. Ziyech parou em defesa incrível de Courtois e Havertz viu sua cabeçada passar perto. Benzema virou zagueiro e a torcida tentava desestabilizar na base das vaias. Jorginho mandou a chance definitiva para fora e a festa acabou sendo merengue depois de um imenso sufoco.