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Japão faz história e conquista Mundial feminino pela primeira vez

Da Redação ·
 Japão faz história e conquista Mundial feminino pela primeira vez
fonte: Johannes Eisele/AFP
Japão faz história e conquista Mundial feminino pela primeira vez

Em um duelo histórico, o Japão venceu os Estados Unidos nos pênaltis e conquistou pela primeira vez a Copa do Mundo de futebol feminino.

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Após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Morgan e Miyama, e 2 a 2 no tempo extra, com tentos de Wambach e Sawa, a equipe asiática levou a melhor e acertou três cobranças, contra uma norte-americana.

É o primeiro título de nível mundial do Japão tanto no futebol masculino quanto no feminino, enquanto os Estados Unidos buscavam o tricampeonato.

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O Japão começou a partida em apuros. Os Estados Unidos pressionaram e tiveram diversas chances, principalmente com Rapinoe e Cheney.

A primeira chance real partiu da meia Rapinoe, que tabelou com O'Reilly e entrou livre na área, mas acertou a trave.

O Japão equilibrou a partida e tentava sair no erro americano, mas tinha problemas para trocar muitos passes devido à forte marcação.

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A partir daí, o jogo ficou movimentado dos dois lados. Aos 27min, Wambach entrou livre pelo lado esquerdo do ataque norte-americano e mandou a bomba, que acertou o travessão. Três minutos depois, Ando foi lançada no meio da defesa adversária, mas chutou fraco e facilitou para a goleira Hope Solo.

Aos 34min, após cobrança de falta, Cheney cabeceou forte e por pouco não encobriu a goleira Kaihori. Então, a partida ficou muito no meio campo, sem muitas finalizações, mas com maior posse de bola pelo lado norte-americano.

No intervalo, a técnica Pia Sundhage promoveu uma alteração que quase deu resultado logo aos 3min do segundo tempo. Alex Morgan, que entrou no lugar de Cheney, recebeu cruzamento pela direita e acertou a trave. A bola bateu nas costas da goleira Kaihori e sobrou na área, mas a zaga japonesa afastou.

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O Japão continuou preso na marcação americana, mas tentava sair em velocidade com Ohno, que procurava Ando ou Kawasumi para tabelar.

Os Estados Unidos continuaram em cima e, aos 19min, Wambach recebeu cruzamento de O'Reilly e obrigou Kaihori a fazer uma excelente defesa.

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A pressão norte-americana deu resultado aos 24min. Rapinoe fez ótimo lançamento e Morgan dominou, invadiu a área e bateu forte de perna esquerda, sem chances para Kaihori.

Após o gol, a equipe japonesa se soltou mais e passou a marcar em cima. As entradas de Nagasato e Maruyama deixaram o time com três atacantes, mas as zagueiras ainda abusavam das bolas lançadas sem sucesso.

Aos 35min, a marcação por pressão japonesa deu resultado. Buehler e Rampone se atrapalharam e Miyama aproveitou a sobra dentro da área e estufou as redes de Hope Solo, que nada pôde fazer.

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A partir daí, os Estados Unidos sufocaram o Japão, que afastava o perigo como podia. O'Reilly, pela direita, e Rapinoe, pela esquerda, insistiam nas bolas para a área, buscando Wambach e Morgan. Apesar da pressão, o placar permaneceu empatado.

Na volta para a prorrogação, os Estados Unidos continuaram em cima. Logo no primeiro minuto, Wambach recebeu cruzamento e cabeceou forte para boa defesa de Kaihori.

Aos 4min, Morgan recebeu lançamento, fintou a zagueira e bateu forte de perna esquerda, mas a bola passou à direita do gol japonês.

As nipônicas equilibravam a partida com passes rápidos de Miyama e Sawa para Nagasato e Maruyama, mas a zaga norte-americana estava bem postada e conseguiu evitar o perigo.

Porém, a pressão dos Estados Unidos deu resultado aos 13min. Morgan foi à linha de fundo e cruzou para trás, onde estava Wambach, pronta para cabecear sem chances para Kaihori.

Na volta para a segunda etapa, a equipe japonesa se lançou ao ataque, enquanto as americanas, com o resultado a seu favor, esperavam em seu próprio campo. Quando estavam com a posse de bola, os EUA trocavam passes na defesa para fazer o tempo passar.

Cansado, o Japão buscava o novo empate pelas laterais. Aos 7min, Sameshima cruzou e Hope Solo falhou, mas nenhuma atacante japonesa estava na área para aproveitar a sobra.

Aos 10min, Sawa fez um passe espetacular que achou Kinga no meio da área, mas a lateral-direita não chutou com força suficiente para que a bola entrasse e Buehler afastou quase em cima da linha.