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Coxa passa fácil pelo Flu em noite de reencontro no Couto Pereira

Da Redação ·
 Marco Aurélio comemora o primeiro gol do Coritiba contra o Fluminense
fonte: Agência Estado
Marco Aurélio comemora o primeiro gol do Coritiba contra o Fluminense

O termo revanche seria exagero diante da marca deixada por um rebaixamento. Entretanto, o torcedor do Coritiba deixou o Couto Pereira mais aliviado após o primeiro reencontro com o Fluminense depois da partida que decretou a queda para Série B em 2009 e deflagrou uma pancadaria generalizada em campo. Com futebol simples e objetivo, além da colaboração de Márcio Rosário – que falhou em dois gols -, o Coxa fez 3 a 1 nos cariocas em partida válida pela décima rodada do Brasileirão, neste sábado.

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Apesar da cerimônia de entrega de placas ressaltando o respeito e a união dos jogadores no hino nacional para sepultar o episódio de dois anos atrás, o clima em campo foi de tensão, com divididas fortes, bate-boca e provocação entre as torcidas. Na parte em que se limitaram a jogar futebol, Marcos Aurélio, Pereira e Bill fizeram a alegria dos coxas-brancas, enquanto Matheus Carvalho descontou para um Flu burocrático e apático.

Com o resultado, o Coxa pula para 13 pontos e ocupa a nona colocação. Uma acima do próprio Tricolor, que tem 12. Na próxima rodada, dia 24 (domingo), os cariocas recebem o Palmeiras no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 16h (de Brasília). No mesmo dia, também às 16h, o Coritiba enfrenta o Bahia, em Salvador.

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Pouco futebol e muita tensão: melhor para o Coxa Perfilados no centro do gramado para a execução do hino nacional, os jogadores de Coritiba e Fluminense não apenas recordavam o jogo histórico de 2009. Eles também tinham como objetivo sepultar qualquer clima hostil causado pela briga generalizada após a partida que decretou a queda do Coxa. Tudo muito bonito e dentro do script, mas só até o apito inicial do árbitro Paulo César Oliveira.

Tricolores e coxas-brancas deixavam claro nas arquibancadas que a rivalidade ficou acirrada depois do episódio. E o primeiro tempo foi marcado por divididas fortes, reclamações de ambas as partes e um forte bate-boca entre Emerson e Edinho na descida para o intervalo. Sob gritos de “timinho”, o volante reclamava de uma solada do adversário e foi acalmado pela “turma do deixa disso”. Entre o gesto de paz e a discussão, porém, rolou futebol. Nada capaz de encher os olhos, é verdade, mas suficiente para dar aos paranaenses vantagem de dois gols.