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São Paulo erra muito, mas vence o Avaí com gol contra

Da Redação ·
 Revson cabeceia para marcar, contra, o gol da vitória do São Paulo sobre o Avaí
fonte: Wagner Carmo/ Gazeta Press
Revson cabeceia para marcar, contra, o gol da vitória do São Paulo sobre o Avaí

Enquanto espera Luis Fabiano ter condições de jogo, o São Paulo sente a falta de um centroavante. Nesta quarta-feira, cansou de chutar a gol, mas só conseguiu marcar uma vez, e com um gol contra, de Revson. Foi o suficiente para o time tricolor vencer o Avaí por 1 a 0 no Morumbi e sair na frente do time catarinense por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil.


Com a expectativa de ver a estreia de Luis Fabiano - vetado pouco antes da partida - a torcida são-paulina compareceu em bom número ao Morumbi e se irritou com a falta de objetividade. Ilsinho e Marlos deixaram o campo vaiados, assim como o time, ao apito final. Outro que saiu mais cedo foi Miranda, com uma aparente torção no tornozelo.


A vitória por 1 a 0 dá ao São Paulo o direito de jogar por um empate na quinta-feira, na Ressacada. Se marcar uma vez, o time paulista só é eliminado se sofrer três gols ou mais.


JOGO DE UM TIME SÓ - Sem poder contar com Rafael Coelho e Marquinhos, suspensos por conta da briga generalizada ao fim do jogo contra o Botafogo, na Ressacada, o Avaí veio ao Morumbi mais preocupado em defender. William ficava isolado em meio a três zagueiros tricolores. Robinho, recém-chegado do Santos, estreou tentando armar sozinho uma rara jogada ofensiva que fosse.

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Melhor para o São Paulo, que tinha campo para jogar. Com a mesma formação do jogo contra o Santos, em que foi desclassificado do Paulistão, o time da casa inicialmente teve a mesma dificuldade apresentada no sábado: entrar na área adversária. Os rápidos Ilsinho, Marlos, Jean e Dagoberto tocavam a bola na intermediária, tentavam o drible, mas faltava um homem de referência para concluir as jogadas.


A zaga do Avaí, porém, não era a bem montada defesa do Santos de Muricy Ramalho. Com Gustavo Bastos estreando, o time de Santa Catarina ainda sofria com a falta de entrosamento. Por isso, o São Paulo conseguia chegar algumas vezes com perigo. Aos 9 minutos, por exemplo, Casemiro passou para Ilsinho, que fez ótimo corta-luz e deixou para Jean, que bateu em cima da zaga. Carlinhos pegou o rebote e mandou por cima do gol.


Com 17 minutos, Dagoberto acertou a trave. O mesmo aconteceu aos 29, após um bate-rebate, mas desta vez com Jean, que pegou o rebote com força no meio da área. Foi este lance, aliás, que incendiou o São Paulo, que passou dominar quase que completamente a partida. As chances perdidas começaram a vir uma atrás da outra. Primeiro com Dagoberto, depois em um cabeceio de Alex Silva. Marlos também tentou, sem sucesso, abrir o placar. Renan fez três excelentes defesas e impediu uma goleada já no primeiro tempo.


Na saída para o intervalo, a torcida vaiou e pediu Rivaldo. Mas nem foi necessário a entrada do pentacampeão para que o São Paulo abrisse o placar. Logo com 2 minutos, Dagoberto bateu escanteio para a área e Revson cabeceou no chão, no canto, sem chances para Renan. Nem parecia que manda contra o próprio gol. São Paulo 1 x 0.


O placar poderia ter ficado ainda mais amplo aos 8 minutos. Dagoberto deu ótima assistência para Jean, que ficou cara a cara com Renan, teve tempo de pensar, mas manteve a rotina: bateu em cima do goleiro. Foi a sexta chance clara perdida pelo volante/ala em três jogos - duas em cada partida -, levando a torcida ao desespero.


Aos 19 minutos, Carpegiani finalmente atendeu ao pedido das arquibancadas. Tirou Marlos, muito vaiado mais uma vez. Até então, o São Paulo já tinha chutado quase vinte vezes a gol. Em seguida, a torcida mostrou mais uma vez que se irritou com o excesso de dribles. Também vaiou Ilsinho, que entrou para a entrada de Willian.


A entrada dos dois matou o ataque do São Paulo, que não assustou mais depois da metade da segunda etapa. Pior: sem velocidade, o time da casa era presa fácil para a defesa. Como Willian e Rivaldo são lentos, ficavam presos no ataque e não ajudavam na marcação. Motivo suficiente para o Avaí dominar completamente o jogo até o final. Rogério, porém, quase não teve trabalho.


No final do jogo, Rivaldo até conseguiu criar duas oportunidades. Numa, lançou Dagoberto, que cabeceou sem força. Em outra, deu passe em profundidade para Willian, que rolou para Jean, na área, fazer aquilo que ele vem se especializando: perder gol.


FICHA TÉCNICA:


São Paulo 1 x 0 Avaí


São Paulo - Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Miranda (Luiz Eduardo); Jean, Carlinhos, Casemiro, Marlos (Rivaldo) e Juan; Ilsinho (Willian) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.


Avaí - Renan; Gustavo Bastos, Emerson Nunes e Revson; Diego Orlando, Marcinho Guerreiro (Felipe), Acleisson, Estrada (Marquinhos Gabriel) e Julinho; Robinho (Romano) e William. Técnico: Silas.


Gol - Revson, contra, aos 2 minutos do segundo tempo.

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Árbitro - André Luiz Castro (GO).

Cartões amarelos - Emerson Nunes e Estrada.

Renda e público - Não disponíveis.

Local - Estádio do Morumbi.