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Diego Souza marca na estreia, e Vasco vence Botafogo

Da Redação ·
 Diego Souza(esq.) e Eder Luis (chão) comemoram gol do Vasco contra o Botafogo
fonte: Gazeta Press
Diego Souza(esq.) e Eder Luis (chão) comemoram gol do Vasco contra o Botafogo

Foi a estreia que Diego Souza queria. Foi também a estreia em clássico que o técnico Ricardo Gomes queria. Jogando no Engenhão, o Vasco venceu o Botafogo por 2 a 0, na noite deste domingo, pela quarta rodada da Taça Rio. Os gols foram todos no segundo tempo. Diego Souza, novo camisa 10 de São Januário, fez o primeiro. Eder Luis deu números finais à partida.

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Com o resultado, o Vasco lidera o Grupo A, com nove pontos. O time alvinegro, apesar do resultado, permanece na ponta do Grupo B, com o mesmo número de pontos. A vitória no clássico deixa Ricardo Gomes confiante. No próximo fim de semana, o compromisso é contra o Fluminense, também no Engenhão. Já o Botafogo, aparentemente em crise, enfrenta o Boavista, fora de cada.

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O nome do primeiro tempo foi Jefferson. Não fosse o camisa 1 alvinegro, o Vasco teria ido para o intervalo em vantagem. Frio e sempre bem colocado, o goleiro evitou, pelo menos, dois gols adversários. Porém, antes de se destacar como herói de General Severiano nos primeiros 45 minutos, Jefferson teve seu momento de vilão.

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O lance de infelicidade foi logo no segundo minuto de bola rolando. Felipe cobrou falta do bico direito da grande área, o goleiro cortou mal, mas Eder Luis desperdiçou, de cabeça, isolando. Era o cartão de visitas do Vasco. Porém, quem acabou aparecendo mais no duelo ataque contra defesa foi o goleiro da Seleção Brasileira.

Aos 10, Eder Luis teve outra oportunidade de marcar. Invadiu a área, ficou livre na frente de Jefferson, mas o chutou foi em cima do goleiro. A resposta do Botafogo saiu no minuto seguinte. Arévalo arriscou de fora a área, a bola saiu à esquerda, assustando Fernando Prass.

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Só que as atenções no estádio estavam voltadas para Diego Souza. O meia estreava com a camisa do Vasco e queria deixar a sua marca. A bem da verdade, não estava em uma noite inspirada. Na primeira etapa, apesar de esforçado, parecia lento, demonstrando falta de ritmo. Tanto que, aos 25, após cruzamento rasteiro de Eduardo Costa, ele chegou de carrinho atrasado na bola, desperdiçando boa oportunidade.

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O Botafogo respondeu num rápido contra-ataque com Everton, pela esquerda. O meia, em velocidade, carregou a bola pela linha de fundo e cruzou para Herrera. A zaga vascaína afastou. A partir daí, o clássico esquentou - brilhando as estrelas de Jefferson e, na etapa final, de Diego Souza.

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Aos 33, Ramon, em bela enfiada, deixou Eder Luis livre de marcação na cara do goleiro. A torcida já comemorava quando o goleiro se esticou todo para salvar, de tapinha. Na cobrança de escanteio, Anderson Martins desviou e Jefferson, quase em cima da linha, defendeu novamente. Na sequência, Loco Abreu tabelou com Herrera, que abriu a contagem, mas o árbitro anulou o gol, assinalando impedimento.

As emoções ficaram mesmo para o segundo tempo. O Vasco tomou a iniciativa das ações, pois só a vitória deixaria o time em condições de classificação para as semifinais na Taça Rio. Diego Souza recebeu na área aos 14 minutos, livrou-se da marcação dos zagueiros, driblou o goleiro e tocou para o fundo da rede: 1 a 0.

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Na comemoração, o jogador correu para a torcida e fez um trenzinho com os companheiros. No Botafogo, o técnico Joel Santana mexeu na equipe. Viu que o time estava sendo facilmente envolvido pelo adversário e tentou brecar as investidas vascaínas. Entraram Marcelo Mattos, Alex e Caio. Saíram, respectivamente, Márcio Azevedo, Lucas e Everton.

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Mas de nada adiantaram as mexidas. O Vasco, mais organizado em campo, chegou ao segundo. Aos 24, Eder Luis aproveitou desviada do zagueiro Dedé em cobrança de escanteio e, numa meia bicicleta, fez o segundo: 2 a 0.

A partir daí, o Botafogo, desesperado, lançou-se ao ataque, abrindo espaço para os contra-ataques do Vasco. Jefferson, aos 37, evitou, de tapinha, conclusão de Diego Souza. Com a vitória praticamente assegurada, o Vasco só administrou o resultado.

O clima alvinegro não era nada amistoso. A torcida passou a vaiar Joel Santana. Além chamá-lo de burro, pediu que o juiz expulsasse o treinador. “Expulsa, expulsa”, gritavam os torcedores, exigindo que a saída do treinador. O árbitro “atendeu” aos apelos da arquibancada e mandou o comandante mais cedo para o vestiário durante uma discussão próxima à área técnica. Na descida para o túnel, Joel, irritado, chamou um torcedor para a briga.


No mais, vitória vascaína e sinal de crise no Botafogo.