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Sem torcida, de virada, e com Tardelli em tarde de gala, Atlético-MG bate Cruzeiro

Da Redação ·
Tardelli foi o grande astro do clássico mineiro
fonte: Maurício de Souza/Hoje em Dia
Tardelli foi o grande astro do clássico mineiro

Um clássico eletrizante, para torcedor nenhum botar defeito. Foi assim o jogo entre Cruzeiro e Atlético-MG, neste sábado (12), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, que terminou com a vitória do Galo, líder do Campeonato Mineiro, por 4 a 3.
O resultado, além de sacramentar a liderança do Atlético-MG na competição, quebrou a invencibilidade do rival na temporada e, para completar, jogou por terra um tabu de quatro anos sem vitórias do Galo sobre a Raposa no Estadual.

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Presenciado apenas por torcedores do Cruzeiro, mandante da partida, o tradicional duelo começou do jeito que a Raposa gosta, com um gol do atacante Wellington Paulista, logo aos 20min.

A festa azul, no entanto, durou pouco. Culpa de Diego Tardelli, que "imitou" Obina, marcou três gols (como fizera o ex-atacante no Brasileirão do ano passado), e definiu a vitória, mas manchou sua atuação ao levar cartão vermelho no fim do clássico.

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Em tarde inspirada, o artilheiro atleticano empatou o jogo aos 25min, virou dois minutos mais tarde, com um gol de cabeça, e levou o time em vantagem para os vestiários.

Tardelli voltou a irritar o torcedor cruzeirense no início do segundo tempo, logo após o volante Henrique marcar um golaço e deixar tudo igual novamente no placar.

Aos 7min, o atacante do Galo recebeu belo passe de Renan Oliveira e, esbanjando tranquilidade, deslocou o goleiro Fábio para recolocar o Atlético-MG na frente do placar do clássico: 3 a 2.

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O Atlético ampliou a vantagem quando Ricardinho, em tarde de bom futebol, encontrou Neto Berola – que substituiu Magno Alves no segundo tempo – em boas condições para ganhar a disputa com Fábio e marcar o quarto gol alvinegro.

A partida continuou movimentada e o técnico Cuca mandou o Cruzeiro à frente para o tudo ou nada. A tática deu resultado e, na base do abafa, a Raposa ainda conseguiu diminuir a diferença com Gil, aos 41 min.

A emoção continuou até o apito final e ainda deu tempo para Diego Tardelli, astro do clássico, manchar sua atuação ao cortar um passe com a mão e, como já tinha cartão amarelo, ser expulso de campo pelo árbitro Cleisson Veloso Pereira.