Esportes

Com tom descontraído, técnico do Timão evita polêmicas em despedida

Da Redação ·

Adilson Batista não resistiu a outro vexame e não é mais o técnico do Corinthians. Logo após a derrota por 4 a 3 para o Atlético-GO, o treinador se reuniu com a diretoria e pediu demissão. A informação foi passada pelo diretor de futebol do clube, Mário Gobbi Filho.

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"O professor (Adílson Batista) nos procurou. Ele entendeu que deveria deixar o caminho livre porque não quer causar nenhum prejuízo ao clube que vive momento de decisão", explicou o dirigente.

Adilson encerra passagem que durou 17 jogos à frente da equipe, desde que substituiu Mano Menezes. Neste período foram sete vitórias, quatro empates e seis derrotas.

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Usando a mesma descontração que marcou as últimas entrevistas coletivas, Adilson justificou a saída como mais uma consequência do futebol.

"A vida é assim. Infelizmente não deu certo e achamos por bem sair para que o Corinthians procure outro treinador. Não consegui dar sequência ao bom trabalho do Mano (Menezes). Quero pedir desculpas ao torcedor por ter pego o time em primeiro e largar em terceiro", lamentou.

Adilson evitou culpar alguém pela sua demissão. "Não existe isso de jogador que queria me derrubar. Sei o que aconteceu, mas são coisas que ficam nos bastidores. Não sou de reclamar dos desfalques, mas isso complicou bastante", argumentou. "Saio machucado, porque sabia das condições do time que tem tudo para ser campeão. Mas temos que ter bom senso e agir com inteligência", completou.

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Sem Adilson, o Corinthians garante que ainda não tem o nome do substituto. "Vamos pensar com calma. Temos de agir de acordo com os interesses do clube", afirmou Gobbi.

Informações de bastidores, no entanto, dão como adiantadas as negociações entre os dirigentes corintianos e o ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira.