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Santos está satisfeito com Gabigol de centroavante, mas Jair pede um 9

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SAMIR CARVALHO

SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O técnico Jair Ventura admitiu que ainda aguarda pela contratação de um típico camisa 9 no Santos. A declaração foi dada após a derrota por 2 a 1 para o Novorizontino, nesta quarta-feira (7), no interior paulista, em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.

Apesar da aprovação da diretoria do clube com o desempenho de Gabriel Barbosa na função, poupado do confronto, o comandante santista alegou ter sentido falta de um jogador com essas características para superar as dificuldades do campo afetado pelas fortes chuvas.

O problema é que a diretoria recuou na contratação de um 9 após ver Gabigol marcar quatro gols em quatro jogos consecutivos: Ferroviária, São Caetano, São Paulo e Santo André. Ele passou em branco no quinto jogo, contra o Real Garcilaso, do Peru, pela Copa Libertadores da América.

"Esse jogo pede jogadores fortes, de área, e esse tipo de jogador ainda não temos, com essa característica. Temos o Rodrigão, mas não temos mais [opções]. É importante [ter um camisa 9] para jogos pesados, principalmente na Libertadores", disse Jair.

"Enfrentei o Nacional, do Uruguai [pelo Botafogo, na última Libertadores], é um jogo muito pesado. Contra o Estudiantes, na Argentina, vai ser um jogo muito pesado. Jogando em casa vamos conseguir, mas em um jogo de chuva, com primeira e segunda bola, vamos ter dificuldades, então precisamos achar alternativas no elenco e no mercado para que não venhamos a sofrer", completou.

Curiosamente, o único jogador com essas características no elenco, o centroavante Rodrigão, não foi relacionado por "opção técnica", de acordo com a assessoria do clube.

O camisa 13 iniciou o ano como titular, marcando um dos gols da vitória por 3 a 0 diante do Linense, em Lins, mas caiu em esquecimento com Jair após desempenho pouco convincente nas partidas seguintes.

Para o confronto, Jair optou por um "ataque leve" formado por Rodrygo, Arthur Gomes e Yuri Alberto, todos vindos da base santista. Os dois primeiros tiveram atuações apagadas, enquanto o último marcou o único gol santista no confronto.

Gabigol também esteve ausente no último domingo, no empate por 1 a 1 no clássico contra o Corinthians, no Pacaembu. O jogador, no entanto, caiu tão bem com a camisa santista novamente que a diretoria santista desistiu de buscar um centroavante no mercado do bola.

Antes dele emplacar quatro gols em quatro jogos no Paulistão, os cartolas santistas priorizavam a chegada de um camisa 9 autêntico para substituir Ricardo Oliveira, que se transferiu para o Atlético-MG.

A cúpula alvinegra abriu negociações com Barcos e Tréllez, mas não obteve êxito. Rafael Marques, do Cruzeiro, foi oferecido e recusado, além de André, que foi consultado, mas não avançou por ser considerado um jogador muito caro para o clube no momento.

Sem o centroavante buscado no mercado, o técnico Jair Ventura foi obrigado a escalar Gabigol como centroavante. E deu muito certo. O camisa 10 está livre em campo, sem muita responsabilidade na marcação, e tem feito jus ao apelido: são quatro gols em cinco jogos.

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