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Vítima de abuso, medalhista olímpica processa Comitê dos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O caso Larry Nassar, sobre o médico que abusou de ginastas durante décadas nos Estados Unidos, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (2). Campeã olímpica em 2016 por equipes e uma das centenas de vítimas no escândalo, Aly Raisman processou o Comitê Olímpico dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo chefe executivo da entidade, Scott Blackmunn.

Raisman acusa o Comitê Olímpico americano de negligência durante as décadas de abuso de Larry Nassar. A medalhista de ouro no Rio de Janeiro diz que a organização e a Federação de Ginástica do país sabiam das atitudes do médico, que foi condenado em três processos (175 e 125 anos de prisão em casos de abuso, além de 60 por pornografia infantil).

De acordo com Raisman, o médico cometeu abuso em duas oportunidades: no Centro Nacional de Treinamento, localizado no Texas, e durante os Jogos Olímpicos de 2012. Mesmo como vítima de Nassar em Londres há seis anos, a ginasta conquistou duas medalhas de ouros (equipes e solo).

A tricampeã olímpica emitiu um comunicado nesta sexta, depois de tornado público o processo contra o Comitê Olímpico dos EUA. Raisman se apresentou desde o início do escândalo como uma das atletas mais ativas no combate aos crimes cometidos por Larry Nassar. “Minha maior prioridade é pedir por mudanças para que as futuras gerações estejam seguras. Dolorosamente é muito claro para mim que essas organizações não estão enfrentando corretamente o problema. Após este tempo todo, eles permanecem sem vontade de conduzir uma investigação”, escreveu a atleta, que aproveitou também para desabafar contra a entidade olímpica do país. “Enquanto isso, centenas de atletas continuam treinando e competindo todos os dias neste mesmo sistema falido. Eu me recuso a esperar mais por essas organizações para que elas façam a coisa certa. Minha esperança é que este processo possibilite a mudança que é desesperadamente necessária”, completou.

As primeiras denúncias contra Larry Nassar ocorreram ainda em 2015, quando a ginasta Maggie Nichols relatou os abusos do médico à Federação de Ginástica. Somente um mês depois, o grupo de atletas levou a denúncia ao FBI, que iniciou as investigações. O Comitê Olímpico alega que soube do comportamento do médico apenas em setembro de 2016, após reportagem do jornal Indianapolis Star.

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