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Roger se blinda e aposta na tática para reverter desconfiança no Palmeiras

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LEANDRO MIRANDA

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A mudança de clima no Palmeiras após a derrota para o Corinthians no clássico válido pelo Campeonato Paulista, às vésperas da estreia da Libertadores, foi talvez o primeiro grande teste do técnico Roger Machado no comando da equipe alviverde. Prestes a dar o primeiro passo na competição que é a prioridade absoluta do clube na temporada, o treinador tinha o desafio de espantar qualquer indício de desconfiança sobre o time. E conseguiu, apoiado em dois pontos que são marcas de seu estilo: a blindagem para o que vem de fora e o foco no trabalho tático.

A vitória por 3 a 0 sobre o Junior Barranquilla, na Colômbia, teve como símbolo o volante Bruno Henrique. Contestado por grande parte da torcida, ele foi surpreendentemente escalado por Roger como titular no lugar de Tchê Tchê e correspondeu com dois gols. As infiltrações de Bruno na área adversária foram um elemento que vinha faltando bastante nos jogos do Palmeiras no ano, com Tchê Tchê e Lucas Lima fazendo pouco esse movimento.

Depois do jogo, Bruno Henrique confirmou que as chegadas à frente como elemento surpresa foram um pedido de Roger. Os dois gols saíram em jogadas parecidas: o volante entrou desmarcado na área, recebeu um passe de um companheiro (primeiro Dudu, depois Guerra) e finalizou com precisão.

Outra alteração no estilo de jogar da equipe aconteceu com uma mudança na lateral esquerda, onde Victor Luís recuperou a vaga de titular que vinha sendo de Michel Bastos. Contra um time muito veloz pelos lados e diante de um ponta agressivo como Yimmi Chará, Roger preferiu o vigor físico de Victor à experiência de Michel, jogador mais técnico, mas também mais lento. O lateral foi crucial em um lance no primeiro tempo, em que mostrou recuperação impressionante para travar uma finalização cara a cara com Jailson.

Roger vem demonstrando no dia a dia que não leva em consideração fatores externos, como pressão de torcida ou avaliações da imprensa, para tomar suas decisões. Ele já disse até que nem mesmo sabe quais jogadores são mais contestados ou elogiados. As mudanças, como no caso de Bruno Henrique e Victor Luís, são feitas exclusivamente pelo retorno que cada atleta dá nos treinos e pelas características de cada adversário.

Como o próprio treinador admitiu, o Palmeiras não fez um jogo perfeito -sofreu nos primeiros minutos, antes da expulsão de Germán Gutiérrez, e também atacou de forma desordenada em alguns momentos, levando contragolpes perigosos mesmo com um jogador a mais. Mas, ainda em início de trabalho, Roger já mostrou como deve lidar com os problemas que surgirão no caminho: sem ouvir vozes externas e respeitando apenas o que o campo diz.

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