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Libertadores de 2018 pode ser última chance de título para Renato

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KLAUS RICHMOND

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - Renato, 38, tem olhado muito para o relógio. Afinal, o experiente volante do Santos, uma das principais referências na geração que tirou o clube de uma longa fila por títulos, em 2002, não tem tempo a perder. Com contrato com o clube até dezembro, ele sabe que a Libertadores de 2018 pode ser sua última chance de realizar o sonho que ele deixou escapar em 2 de julho de 2003.

A data, que ele jamais esqueceu, marca a maior decepção da sua carreira: a derrota na final da Copa Libertadores da para o Boca Juniors de Carlos Tévez, no auge da geração que comandou ao lado de Diego, Robinho e Elano.

"É a minha maior frustração. Doeu bastante [essa derrota], porque chegamos ali por merecer, mas agora é uma nova chance de refazermos a história de 2003", disse à reportagem.

Nesta quinta-feira (1º), o Santos estreia na competição contra o Real Garcilaso, na altitude de 3.400 m de Cusco, no Peru, para buscar o sonho não só de Renato, mas de uma nova geração, com 15 jogadores formados nas categorias de base na lista dos 30 inscritos.

O futuro de sua carreira depende da produção também na competição, mas passa, principalmente, por uma conversa com a esposa e os filhos que relata acontecer anualmente, após o término de cada Campeonato Paulista.

"Pode ser [o meu último ano], mas ainda preciso conversar com eles. Sentaremos e avaliaremos a forma como estou, se vai valer a pena. Acredito que não chego no Zé [Roberto, que encerrou a carreira aos 43 anos], que foi um cara que se dedicou muito", diz.

Renato não come hambúrgueres e batatas fritas há mais de 15 anos, além de não beber refrigerantes desde 2012 por promessa feita ao filho.

Lesões nos últimos anos o fizeram repensar a carreira.

"No ano passado algumas lesões me prejudicaram, mas em 2016 fiz todos os jogos do Brasileiro. Esse ano é tentar não parar por lesões. O Jair [Ventura, técnico do Santos] já me avisou que colocaremos o pé no freio", conta

O jogador passa pelo menos 15 minutos diários na academia do clube antes de cada treino e realiza uma série de trabalhos programados.

Em campo, busca organizar um time remontado pelo técnico. No dia a dia virou a principal referência e liderança após as saídas de Ricardo Oliveira e Lucas Lima.

Assim como o zagueiro David Braz e do lateral Victor Ferraz, ajuda com conselhos as jovens promessas como Rodrygo, 17, considerado por muitos a principal revelação atual do clube, e de Yuri Alberto, 16, maior artilheiro das categorias de base em 2017.

"Recebi esses conselhos quando era garoto, lá atrás."

O principal aconselhado, porém, é Gabriel Barbosa, 21, com quem Renato mantém relação próxima, a ponto de ter recebido do jovem atacante o apelido de "vovô".

O camisa 10 já marcou quatro vezes em quatro jogos. Renato quer ajudá-lo a evitar episódios como a fúria de explosão na vitória por 2 a 0 contra o Santo André, no último domingo (25), após tomar um cartão amarelo por prosseguir a jogada com a marcação de impedimento. A advertência lhe custou a suspensão no clássico com o Corinthians, no domingo (4).

"O Gabriel aprendeu com os erros que cometeu na Itália. Temos falado com ele, procurado orientá-lo. Aconselhamos ele a evitar cartões e se manter mais calmo."

O camisa 8 sabe do que está falando. Ficou entre 2002 e 2004 sem tomar um cartão amarelo sequer. A carreira, por sinal, é marcada pela discrição. Evita discussões com arbitragem mesmo em jogos tensos e, fora de campo, evita tomar atitudes que possam resultar em polêmica.

Evitou, por exemplo, choque com a atual diretoria, que não quis iniciar negociações para contratar Robinho devido à condenação do jogador em primeira instância na Itália por violência sexual.

"Perguntei se ele poderia voltar, mas ele disse que não sabia, que isso estava com sua advogada. Respeitamos a postura do clube, mas é claro que ficaria feliz se tivesse voltado", afirma.

Discreto, ele diz se "policiar em tudo". Só não medirá esforços para conquistar seu último grande título.

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