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Tratamento de lesão opõe Neymar e clube francês

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ALEX SABINO, DIEGO GARCIA, EDOARDO GHIROTTO E FÁBIO ALEIXO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Neymar e Paris Saint-Germain discordam sobre qual é o melhor tratamento para a lesão que o jogador mais caro do mundo sofreu no domingo (25). Para estar 100% recuperado na Copa do Mundo da Rússia, que começa em 14 de junho, o atacante brasileiro quer passar por cirurgia no pé direito, o que o tiraria de campo pelo PSG por pouco mais de dois meses.

Há sete meses, o clube francês pagou 222 milhões de euros (R$ 879,5 milhões em valores atuais) para ter o ex-santista no seu elenco.

Foi o próprio atleta de 26 anos que decidiu pela cirurgia após ouvir de especialistas que, com ela, sua recuperação seria mais garantida com vistas à Copa do Mundo.

A intervenção cirúrgica, porém, desagrada o PSG e ainda não está confirmada. A decisão sobre o tratamento que será realizado no atacante deve ser anunciada nesta quarta-feira (28).

Neymar sofreu a contusão durante jogo contra o Olympique de Marseille, pelo Francês, no último domingo (25). Exame realizado na última segunda (26) detectou uma fissura no quinto osso metatarso do pé direito, causada após entorse no tornozelo.

O atacante brasileiro ficou assustado ao ouvir que, sem cirurgia, poderia não conseguir colocar o pé no chão por quase um mês e ainda arriscaria não chegar totalmente em forma para o Mundial.

Se a recuperação não fosse completa por meio de um tratamento conservador (sem cirurgia), no período de um mês, a intervenção cirúrgica a partir daí viraria opção arriscada para o atleta chegar à Copa em condições ideais.

Na Liga dos Campeões da Europa, o PSG enfrenta o Real Madrid no próximo dia 6, em Paris, pela partida de volta das oitavas de final. Depois de perder a ida por 3 a 1, na Espanha, precisa vencer por dois gols de diferença.

Neymar está fora do jogo de volta das oitavas de qualquer jeito. Masm se não operar e o Paris Saint-Germain se classificar, poderia voltar a tempo de disputar as quartas de final, marcadas para começar em 2 de abril. Com a cirurgia, Neymar voltaria a treinar pouco antes da data prevista para os jogos de volta das semifinais do torneio.

O PSG está descontente com informação sobre a possível cirurgia do jogador ter sido publicada nesta terça pela imprensa brasileira. A decisão do atacante de operar foi divulgada primeiramente no site Globoesporte.com.

Os franceses interpretam a divulgação da notícia como uma forma de pressão. O brasileiro foi contratado com a expectativa de que liderasse o clube, que pertence a empresa ligada à família real do Qatar, à conquista inédita da Liga dos Campeões.

"A informação de que Neymar vai operar é falsa", afirmou o técnico do PSG, Unai Emery, em entrevista coletiva concedida no centro de treinamento do clube.

"Falei com o médico nesta manhã, e ele me explicou o que os exames revelaram. Também falei sobre o assunto com o Antero [Henrique, diretor esportivo], com o presidente e com o próprio jogador", disse o treinador.

Procurada, a assessoria de imprensa do PSG informou que o clube não vai se manifestar por enquanto. O estafe de Neymar disse que aguarda um posicionamento oficial do clube francês.

A lembrança da lesão que o tirou da Copa do Mundo de 2014 teria pesado na decisão do jogador. Após choque com o colombiano Zúñiga, nas quartas de final, ele não pôde disputar a semifinal.

Amigos da família do jogador contaram à reportagem que Neymar estava irredutível quanto à ideia de passar pela operação. Seu objetivo é vencer a Copa do Mundo e conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo. O Mundial na Rússia é a prioridade para Neymar.

Médicos consultados pela reportagem confirmaram que a cirurgia seria o tratamento mais indicado para garantir Neymar no Mundial, apesar de, na maioria dos casos, um tratamento conservador ser o mais utilizado.

"Se tratando de um atleta de alto nível, com a disputa de Copa do Mundo nos próximos três meses, em que ele necessita total confiança para fazer todos os movimentos de lateralidade, está se levantando a possibilidade de fixação com parafuso, que teoricamente diminui a chance de não ter a consolidação [cicatrização] desse osso", afirma José Luiz Runco, médico da CBF por 16 anos, entre 1998 e 2014. "Mas essa é uma situação de definição entre paciente e médico", pondera.

"Em casos que você quer uma reabilitação mais rápida, a cirurgia é o indicado", opina o ortopedista Ronaldo Nazaré, chefe do departamento médico da CBF no fim da década de 1980 e médico do Cruzeiro por 30 anos.

"Na grande maioria dos casos, o tratamento é conservador, com uso de tala gessada por seis semanas. A intervenção cirúrgica costuma ser deixada para quando a fratura não consolida", declarou o ortopedista e médico do esporte Henrique Biaggioni.

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Edhucca

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