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PF faz busca e apreensão no apartamento de Jaques Wagner

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JOÃO PEDRO PITOMBO

SALVADOR, BA E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal cumpre na manhã desta segunda-feira (26) mandados de busca e apreensão no apartamento do ex-governador da Bahia e possível candidato à Presidência pelo PT, Jaques Wagner.

As buscas estão sendo feitas no âmbito da Operação “Cartão Vermelho”, que investiga supostas irregularidades nos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio da Fonte Nova para a Copa do Mundo de futebol de 2014.

Sete endereços estão sendo alvo de buscas, que foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para obtenção de provas complementares do desvios de dinheiro público. Um deles é o apartamento de Wagner, no Corredor da Vitória.

Segundo a Polícia Federal, o inquérito policial apurou a existência de irregularidades como fraude em licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.

As investigações da PF apontam que a licitação que resultou na parceria público-privada para construção e gestão do estádio teria sido direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações, parceria entre OAS e Odebrecht.

A obra, segundo laudo pericial, teria sido superfaturada em pelo menos R$ 450 milhões, em valores corrigidos. Parte dos recursos teriam sido destinados ao financiamento de campanhas eleitorais.

Procuradas, as assessorias do ex-governador Jaques Wagner e da Fonte Nova Participações ainda não se posicionaram sobre a operação da PF.

REAÇÃO

Diante da ação da PF, Petistas repetiram nesta manhã o discurso de que existe uma tentativa de excluir o partido da corrida presidencial.

Integrante da executiva petista, o deputado Paulo Teixeira fez um post nas redes sociais: “Alerta aos petistas! Não cogitem nomes como candidatos à Presidência da República porque a Polícia Federal instaura inquérito e pede busca e apreensão na casa do sujeito. Já ocorreu com o Lula, com Haddad e agora com o Jaques Wagner”.

O presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, diz que o nome da operação “cartão vermelho” revela uma tentativa de tirar Wagner do jogo. “Até a operação tem o nome do objetivo. Expulsá-lo da disputa. É cada vez mais escancarada a ditadura do Judiciário.”

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