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Para evitar briga, São Paulo vai dar nome de três ídolos a cada portão do Morumbi

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JOSÉ EDUARDO MARTINS

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O São Paulo vai colocar em prática a ideia de nomear as entradas de arquibancada do Morumbi com os nomes de astros do passado. Para evitar polêmica entre dirigentes, conselheiros e torcedores, a comissão responsável pelo projeto -formada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, Sílvio Cassiano, Homero Bellintani Filho, Itagiba Francez Júnior, Mauro Castro, Edson Lapolla e Rafael Palma- decidiu triplicar o número de atletas que serão reverenciados.

Coincidentemente, como são 12 entradas na arquibancada superior do estádio, foram escolhidos os nomes de três dos maiores ídolos em cada uma das 11 posições na história do São Paulo, deixando um outro acesso para receber os nomes de três treinadores. A porta número 1, por exemplo, pode vir a ter os nomes de goleiros, como Poy, Zetti e Rogério Ceni. A escolha contou também como base pesquisas e o auxílio do historiador Michael Serra.

O projeto inicial, chamado de "nova setorização Morumbi", foi concebido pelo conselheiro Sílvio Cassiano e seu filho Enrico, em outubro de 2012. A ideia era colocar apenas um nome por acesso aos setores do estádio e surgiu quando o então presidente Juvenal Juvêncio havia feito com que todas as cadeiras do Morumbi fossem pintadas de vermelha.

Na última terça-feira (6), ficou decidido em reunião que o número de atletas seria triplicado para evitar que muitos jogadores ficassem fora e surgissem comentários de torcedores e dirigentes. Mesmo assim, há quem questione a ausência de alguns ídolos. Entre os centroavantes, por exemplo, o clube tem em sua história Leônidas da Silva, Toninho Guerreiro, Careca, Serginho Chulapa, França e Luís Fabiano - sendo que apenas três foram escolhidos.

Os nomes selecionados deverão ainda ser aprovados pelos conselhos Deliberativo e Consultivo do clube. Os ídolos agraciados também deverão aceitar disponibilizar a sua imagem sem qualquer custo para o São Paulo por se tratar de uma homenagem. A previsão dos envolvidos é de que o projeto possa ser colocado em prática em cerca de 90 dias.

"A ideia surgiu em uma conversa minha com o meu filho, na época em que o Morumbi passou a ficar com todas as cadeiras vermelhas e o presidente era o Juvenal Juvêncio. Agora, está andando. Já falamos com parte dos jogadores e familiares que foram convidados, obtendo ótima receptividade e gratidão pelo reconhecimento do clube", disse Sílvio Cassiano.

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