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Improvisos não funcionam e Grêmio deve simplificar na Recopa

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JEREMIAS WERNEK

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Grêmio deve abrir mão de improvisações na disputa da Recopa Sul-Americana. Depois de testar Léo Moura no meio-campo e Cícero no ataque em dois jogos do Gaucho, o time estuda como encaixar as peças em uma versão simplificada de si mesmo para o jogo de ida com o Independiente-ARG, na próxima quarta-feira, na grande Buenos Aires.

As partidas contra Cruzeiro-RS e Brasil de Pelotas serviram de laboratório para Renato Gaúcho e ele saiu de lá com sinais de que a fumaça foi preta e a reação química não foi a melhor.

Em ambas as partidas, Léo Moura começou como meia pela direita. Na lateral esteve Madson, contratado em negócio com o Vasco. O rendimento de ambos foi afetado e a visão é que as características se chocaram com as funções diferentes. Léo abriu demais e impediu a passagem do camisa 2. E Madson, por sua vez, subiu muito.

"Essas duas partidas foram importantes. É muito pouco, mas era o que tínhamos. Fizemos mais um jogo-treino também. Mas o ritmo de jogo o jogador só adquire jogando. Vamos fazer nosso terceiro jogo na Recopa e é o que temos, é o que dá para fazer", disse Renato.

No ataque também houve teste. Cícero foi escalado mais avançado, encarando a missão de revezar a função de atacante com Luan, e não deu certo. Nas duas partidas, o rendimento dele subiu quando foi recuado para volante.

"Claro que ele melhorou como volante, é a posição dele. Ele não gosta de jogar lá na frente, está quebrando um galho ali. A gente sabe disso, mas ele acrescenta muito. Tanto ele quanto o Maicon jogaram pouco ano passado. Se temos um grupo voltando de férias, esses jogadores estão há cinco ou seis meses voltando. É dar tempo ao tempo. Eu conheço, o torcedor conhece. A tendência é crescer com os jogos", comentou o treinador na última quarta-feira.

O grande desafio é encontrar uma formação onde Léo Moura e Cícero possam atuar. A ideia é jogar com ambos para agregar experiência em uma final, onde é esperado clima difícil. Não bastasse o rendimento inconsistente no cenário testado, as alternativas usadas desde o banco foram bem. Alisson agregou velocidade pelo lado e Jael conseguiu dar profundidade.

"Tudo pode acontecer. O Grêmio é o Grêmio, o Grêmio é campeã da Libertadores. O Grêmio encantou o Brasil de uma forma. Perdemos o Ramiro (suspenso), mas vamos manter nossa ideia. Temos pouco tempo para mexer na equipe, foram só dois jogos, e não temos ritmo", reiterou.

Até a partida em Avellaneda, o Grêmio tem mais quatro treinos. Três deles no Brasil. Será esse intervalo que Renato montará a estratégia, a formação e a escalação do time para o jogo. Simplificar deve ser o caminho escolhido, mas não será fácil.




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