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Jornalistas são agredidos após eleição do Corinthians

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ALEX SABINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A eleição para presidente do Corinthians aconteceu de forma tranquila entre às 9h e às 17h, período em que os sócios puderam votar. A confusão começou com o anúncio da vitória de Andrés Sanchez, que será o mandatário do clube até o final de 2020. Resultou em agressões de torcedores a jornalistas, ameaças e bate-bocas.

A reação ao anúncio do vencedor interrompeu entrevista coletiva que o novo mandatário concedia à imprensa. Foi atingido por um copo cheio de cerveja na cabeça. Não esboçou reação ao ouvir os gritos de adversários, especialmente integrantes de organizadas, que reclamaram que no "Corinthians não tem burguês" e que "Andrés deveria ter respeito com a torcida do Timão".

Fechado no banheiro feminino do ginásio para evitar agressões, Sanchez apenas conseguiu sair de lá quando seguranças, guarda-costas e integrantes de chapas que o apoiavam fizeram um cordão de isolamento. O novo presidente, com o rosto vermelho de suor e tensão, se mantinha calado e de cabeça baixa enquanto caminhava com dificuldade pela pressão dos oposicionistas.

Quando saiu do ginásio, a situação ficou mais tensa porque os integrantes de organizadas e opositores o esperavam com xingamentos e empurrões.

A polícia foi chamada e ajudou a fazer com que Sanchez fosse levado para o estacionamento do prédio administrativo, onde entrou em um carro e foi para casa. O repórter Flavio Ortega, da ESPN Brasil, foi agredido por torcedores porque o câmera da emissora filmava o empurra-empurra.

Outros jornalistas foram ameaçados porque fotografavam, filmavam ou tentavam entrevistar pessoas durante o tumulto.

Quando um policial sacou o cassetete para bater em um torcedor que xingava o novo presidente, outros impediram gritando "aqui, não!" e retiraram o associado no local.

A tensão foi reduzida apenas quando chegou a notícia de que Sanchez não estava mais no clube. Mesmo assim, associados trocavam acusações sobre quem havia votado em quem e viabilizado a manutenção do grupo Renovação e Transparência no poder.

Andrés Sanchez é a maior liderança do movimento político que comanda o Corinthians desde 2007.

Ele ocupará o cargo pela segunda vez -já havia comandado o clube entre 2007 e 2011.

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