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Atlético tenta devolver Valdívia, mas esbarra em valores e desejo do Inter

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MARINHO SALDANHA E VICTOR MARTINS

PORTO ALEGRE, RS E BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - O Atlético-MG decidiu que não irá mais aproveitar o meia-atacante Valdívia, emprestado pelo Internacional até 31 de maio deste ano. Fora até do banco de reservas do último jogo, o 'Poko Pika' não participou dos dois últimos treinamentos em Minas Gerais. Mas não será tão simples assim se desfazer do jogador. Os valores do contrato e a intenção do Inter vetam um acordo imediato.

Valdívia chegou ao Atlético com status de grande contratação. Apesar de o momento ruim com a camisa do Internacional, o meia era tratado como uma das grandes revelações do futebol brasileiro. O time mineiro investiu alto no empréstimo de um ano, já que tinha concorrentes de peso, como Cruzeiro, São Paulo e clubes do Rio de Janeiro. No entanto, todo o esforço feito pela diretoria alvinegra há mais de oito meses não foi recompensado dentro de campo. Jamais Valdívia conseguiu empolgar. Com raras jogadas efetivas, que se tornaram exceções, logo o camisa 20 do Atlético-MG deixou de ser visto pela torcida como uma contratação certeira.

E os números comprovam que a passagem de Valdívia por Minas Gerais é no mínimo apagada. São 33 partidas e apenas dois gols marcados, com mais duas assistências. Desempenho que não justifica a aposta feita há quase um ano. Titular na reta final do último Campeonato Brasileiro, por dar um pouco de velocidade ao time, Valdívia virou reserva em 2018. Foram dois jogos aquém do esperado. O suficiente para acabar com a paciência da torcida e fazer com que o meia perdesse lugar para os jovens promovidos das categorias de base do clube.

A justificativa para ausência nos dois últimos treinos foi um trabalho de academia na Cidade do Galo.

De acordo com apuração da reportagem do UOL Esporte, a comissão técnica atleticana decidiu que Valdívia não está nos planos imediatos. E por isso o clube passou a tentar se livrar dos vencimentos altos dele perto do fim do contrato. A devolução ao Inter, clube com o qual o atleta tem mais dois anos de contrato, foi a solução que imediatamente surgiu.

No entanto não será simples. Sem desejo de contar com o jogador, o time ainda aguarda pagamento de uma parte dos R$ 2 milhões do empréstimo do atleta. No momento que firmou acordo, no ano passado, o clube levou quase a totalidade do dinheiro. Mas ainda falta uma fração, cujo vencimento ocorre no fim do vínculo.

Mas não é este o principal problema. O Colorado não quer aproveitar Valdívia no grupo. E menos ainda ter o salário dele em sua folha de pagamento mensal. O valor absoluto de salários até o fim do contrato com Atlético é próximo de R$ 1,2 milhão.

A única alternativa para que todos sejam contemplados é o surgimento de outro clube interessado em compra ou empréstimo do jogador, arcando com a totalidade do salário e ressarcindo o Inter. Se isso ocorrer, o clube gaúcho não irá impor dificuldades na saída.

O cenário atual é de Valdívia seguir no Galo. A devolução simples sequer é cogitada pela direção do Inter, que diz não ter sido procurada oficialmente para isso. Valdívia também, jogando ou não, tende a ficar no Atlético-MG pois não abrirá mão de seu contrato.

Retornar ao Inter, ainda, seria ruim para imagem do jogador frente ao mercado. Ele seria relegado ao grupo dos atletas que estão fora dos planos e treinam no Centro de Treinamentos das categorias de base, em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. E a desvalorização é tudo que o clube gaúcho não quer.

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