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Comissão recomenda impugnação de Paulo Garcia na eleição do Corinthians

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Comissão eleitoral do Corinthians recomendou a impugnação da candidatura de Paulo Garcia na eleição para a presidência do clube, marcada para o dia 3 de fevereiro. A decisão depende do presidente do conselho do clube, Guilherme Strenger, que deve se pronunciar sobre o assunto na segunda (29).

Pesou contra Garcia o fato de ele assumir que pagou para sócios inadimplentes regularizarem as suas situações e poderem votar. A legislação eleitoral brasileira proíbe benefícios dados por candidatos a eleitores.

Embora não haja no estatuto do Corinthians uma menção à proibição de candidatos pagarem mensalidades ou taxas para sócios, a comissão fez analogias com as leis do país.

Após reunião neste sábado (27), o presidente do conselho, Miguel Marques e Silva, escreveu em ofício que Paulo Garcia deve ser excluído do pleito por ter praticado "grave infração eleitoral por abuso do poder econômico, vulgarmente conhecida como compra de votos".

O episódio está ligado à promoção feita pela diretoria corintiana, que deu 50% de desconto na taxa de regularização dos associados inadimplentes. Eles acabaram excluídos da lista de eleitores pela comissão.

Após o vazamento de um áudio em que Antônio Rachid, secretário-geral do clube, afirma que Garcia pagará a taxa para quem pretender votar nele, o candidato assumiu que bancou a conta de alguns associados. Ele deu entrevista afirmando que quitou as taxas com cartão de crédito em sinal de transparência. Na ocasião, declarou que se trata de uma prática tradicional e que não era proibida pelo estatuto.

A comissão analisou entrevistas concedidas por ele durante o processo.

Em contato com a reportagem, Paulo Garcia disse que considerou a decisão da comissão "injusta e sem fundamento" e que espera a decisão do presidente do conselho. Ele rechaça que houve compra de votos e promete entrar na Justiça em caso de impugnação. "Se ele está se baseando na lei eleitoral, tem que valer para todo mundo", disse.

Os candidatos Andrés Sanchez e Antonio Roque Citadini também foram acusados da prática, mas acabaram absolvidos. Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior também são candidatos a presidente.

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