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Declaração da Hass sobre ausência de pilotos dos EUA na F-1 gera discussão

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O chefe da equipe Haas, Gunther Steiner, causou polêmica no último final de semana ao dizer que não há nenhum piloto dos Estados Unidos pronto para a Fórmula 1. A declaração repercutiu justamente pelo fato de a Haas ser uma equipe americana. “Não está no topo da nossa lista (um piloto americano). Estaria se tivesse um bom, pois é o que queremos. Ter um americano apenas por ter, e que talvez não consiga guiar em alto nível, não seria algo bom para o esporte. (Assinar com um piloto americano) é uma ambição, mas neste momento, não há ninguém pronto para a F-1 nos EUA, na minha opinião”, declarou.

A resposta de Steiner rendeu críticas de pilotos americanos, como Graham Rahal e Alexander Rossi, ambos pilotos da Fórmula Indy. “Sempre engraçado ver a mentalidade da Haas: ‘Americanos não são bons o bastante’. Ainda assim, nem sequer nos deram uma chance. Nem vale a pena gastar o tempo”, disparou Rahal.

A participação de pilotos dos Estados Unidos, contudo, tem sido escassa na Fórmula 1. O último a completar uma temporada foi Scott Speed, com uma passagem com pouquíssimo destaque pela principal categoria do automobilismo.

Vale lembrar que Speed foi o último americano a completar uma temporada na Fórmula 1. O último representante dos Estados Unidos a sentar em um carro da categoria foi Alexander Rossi, em 2015. O piloto, contudo, participou de apenas cinco provas, em uma sucessão de trocas da Manor Marussia. À época com 24 anos, Speed foi contratado pela Toro Rosso para ser companheiro de Vitantonio Liuzzi em 2006. Em sua primeira temporada, o norte-americano não somou nenhum ponto e abandonou quatro provas.

Mas foi em 2007 que a paciência da Toro Rosso chegou ao final. Speed foi demitido após abandonar sete das 10 primeiras provas do campeonato. A decisão de trocá-lo aconteceu após uma discussão acalorada com Franz Tost, então diretor da equipe na época.

O antigo canal de TV americano “Speed” noticiou na época que que Speed e Tost quase se agrediram fisicamente após o abandono no GP da Europa. O piloto teria se irritado com a equipe por uma parada nos boxes e deixado o diretor falado sozinho, o que teria deixado ele irritado. Tost, contudo, negou que tenha pegado o americano pelo pescoço. “Eu tive que lidar com a atitude dele e ele não quis escutar o que realmente havia acontecido de errado. Por isso eu peguei no ombro dele quando ele começou a andar. Eu disse: ‘quando eu falo com você, você não pode sair andando dessa maneira’. Nunca segurei ele pelo pescoço. E uma vez que me acalmei, pedi desculpas a ele”, relatou na ocasião.

O incidente deixou a situação de Speed insustentável na Red Bull. O americano acabou trocado pelo futuro tetracampeão Sebastian Vettel que, naquele mesmo ano, ainda conseguiria um quarto lugar no GP da China.

Depois de passagens pela Nascar e pela Fórmula E, Scott Speed está, atualmente, na Global RallyCross Championship, categoria em que é tricampeão.




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