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Presidente eleito acusa Eurico Miranda de permitir saques no Vasco

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A oposição ao atual presidente do Vasco, Eurico Miranda, acusa o mandatário de promover um desmanche no clube após sua derrota nas eleições. Em entrevista nesta sexta (12), o presidente eleito, Julio Brant, que assumirá o comando a partir da segunda quinzena de janeiro, disse que foi à delegacia de Polícia Civil após denúncias de saques na sede do clube. Ele acusa o atual mandatário de permitir que equipamentos esportivos e aparelhos de informática fossem levados do clube.

"Informamos à delegacia de que estavam chegando ao nosso conhecimento que ativos do clube estavam sendo transportados para algum lugar que ninguém sabia. A delegada prometeu que iria apurar esse fato", disse Julio Brant.

O próximo presidente do Vasco afirmou que o objetivo de Eurico Miranda nessa reta final de mandato é deixar o Vasco sem nada. Julio Brant avisa que assim que entrar no clube verá a real situação e procurará responsabilizar os culpados.

"Faz parte da intenção deles de criar o caos. Estão claramente fazendo isso. Vi uma declaração patética de um dos poderes do clube. Que não sabiam o que deveriam fazer agora. Ninguém é idiota. Isso é feito no Vasco sempre. Não há duvida nenhuma do que se deve ser feito. Querem criar um hiato de vazio para promover o caos. Estamos a dez dias da estreia da Libertadores. Esse é o nível. Não tem choro ou 'mimimi'. É inegável e ninguém aqui é idiota, que eles estão criando é caos. A intenção é fechar as portas para gente", disse o dirigente.

"Essa coletiva de hoje aconteceu em função da emergência da dilapidação do patrimônio do clube. É a maior dilapidação de patrimônio da história do país, em termos de clube de futebol. Em razão disso, nós nos sentimos na obrigação de dar uma satisfação ao torcedor do clube. Estou aqui hoje para destronar o atual presidente e iniciar o meu mandato", completou o novo presidente.

Ele diz ainda que Eurico Miranda está negociando jogadores do Vasco com outros clubes em prejuízo à equipe cruz-maltina.

"Acordo com empresários e venda jogadores de forma prejudicial ao clube. Não se preocupem. Vamos resolver. Se tivesse medo de caos, não tinha assumido. Vamos resolver o caos. Não vamos deixar de responsabilizar quem deve ser. Todos, sem exceção. Não é bravata. É o que será feito", disse.

Brant fez um apelo para que os outros clubes não negociem com a atual administração do clube. Ele afirmou que que todas as negociações serão revistas em sua gestão.

"Qualquer tipo de negociação prejudicial ao clube será revertida por nós. Fica a aqui o recado a quem faz negociação com o clube. É temerário e antiético fazer negociações desse tipo, neste momento. Qualquer um que tenha bom senso se negaria. Claramente feita de forma errada", afirmou.

O zagueiro Anderson Martins foi um dos jogadores liberados pela gestão de Eurico Miranda. Ele teve seu contrato com o Vasco rescindido e assinou com o São Paulo. Brant afirma que tentou, sem sucesso, demover o jogador da decisão de deixar o clube carioca.

"Falamos com o Anderson e tentamos reverter a saída. Atleta tem direito de tomar a decisão que lhe interessa. De forma alguma critico. É uma posição tomada, mas tentamos mudar isso. Não deve estar fácil. Salário atrasado, cinco ou seis meses sem receber direito de imagem –nunca recebeu desde que chegou. Quem aguenta ficar seis meses sem receber? Jogador também não. Tentamos, mas não conseguimos, vamos em frente", disse.

Após rescindir com Anderson Martins, o Eurico ainda negociou as vendas de Madson para o Grêmio e Mateus Vital para o Corinthians.

"Anderson [Martins] é uma decisão dele, não vamos fazer nada. Agora, tiveram outras negociações feitas e serão revistas. Uma delas é a do Mateus Vital. Se for feita, será revista", disse Brant à Fox Sports.

Mesmo sem citar nominalmente, há possibilidade da negociação de Madson também ser revista. O mesmo ocorre com quem está sendo contratado. Até o momento o Vasco fechou com Desábato, Rildo e Rafael Galhardo.

Outra negociação que gerou insatisfação foi com a Diadora. Julio Brant já havia afirmado que precisará analisar o contrato antes de se posicionar. Ele, porém, disse que nada será mantido se não for do agrado da nova diretoria do clube.

Segundo Brant, houve um contato por sua parte com Eurico Miranda para que houvesse uma transição de poder mais tranquila. Foi sugerido até mesmo o sigilo das partes para evitar qualquer tipo de constrangimento, mas a proposta foi negada pela parte perdedora das últimas eleições.

"Tentamos criar um grupo de transição, mas nada foi feito. Liguei, me reuni pessoalmente, mas nada. Pessoas próximas a mim tentaram contato com pessoas próximas a eles, mas não adiantou. Sugerimos um grupo que trabalhasse de maneira sigilosa nessa transição, mas nada", revelou Brant.

OUTRO LADO

Após o futuro presidente Julio Brant afirmar que saques estão em curso em São Januário, o ainda mandatário Eurico Miranda designou Ricardo Vasconcelos, assessor especial da presidência, para ir à Delegacia de Repressão de Crimes de Informática, para registrar queixa crime contra os "boatos" que dão conta de que a atual gestão está fazendo uma retirando equipamentos da sede. As notícias têm circulado em vídeos e áudios mandados por aplicativos de mensagem.

Durante a tarde desta quinta, Eurico Miranda afirmou em coletiva que realizou vendas como as de Madson e de Mateus Vital em nome da necessidade de obter recursos para honrar compromissos –hoje atrasados.

"Esses jogadores estão sendo negociados porque preciso de verba para honrar os compromissos. Futebol é assim. Tivemos problemas financeiros no segundo semestre do último ano e precisamos fazer isso", justificou o cartola.

"E outra: eu liberei tudo com a concordância do treinador [Zé Ricardo]. Vocês só falam de quem sai, mas tivemos jogadores chegando. Isso ninguém fala. O time estará aí", completou.

O presidente do clube ainda comentou as informações sobre uma possível venda do jovem de Paulinho, de 17 anos, principal joia do clube na atualidade.

"Ninguém é prioridade. Mas se alguém tiver uma proposta por ele [Paulinho], me traga. Se for vantajoso, vou negociar. E pronto", disse, revelando ainda o valor aproximado da multa rescisória da promessa. "É um caminhão de dinheiro, para cima dos 50 milhões de euros".

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