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Corinthians descarta Trellez e busca substituto para Jô sem 'fazer loucura'

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DIEGO SALGADO

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Corinthians buscará um substituto para Jô com os pés no chão. Esse é o discurso da diretoria do clube alvinegro depois da saída do principal jogador do time campeão estadual e brasileiro.

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira no CT Joaquim Grava, o gerente de futebol Alessandro Nunes descartou a contratação de Trellez, do Vitória, e ressaltou que o Corinthians não fará loucuras para suprir a falta de Jô.

"Não muda a maneira de agir, será um valor importante entrando para o clube, que tem diversas situações a resolver e contas a pagar. Temos que resolver alguns problemas, não só futebol", disse Alessandro.

"A gente toma as decisões com muita segurança. Não vamos fazer loucura, trazer jogador para ganhar 800 mil reais", completou o dirigente corintiano.

Alessandro ainda ressaltou que a busca por um centroavante passou a ser mais intensa nos últimos dias. Além disso, as opções do mercado foram citadas em uma conversa com o técnico Fábio Carille e o presidente Roberto de Andrade.

"Não é tão fácil responder ao que o mercado te oferece. Se você tem uma posição financeira privilegiada, você vai e apontar o melhor. Mas não é o que a maioria dos clubes hoje podem oferecer. Não tem sido nada fácil. O mercado é bem complexo nesse sentido. Necessitamos, sim, de um atleta a mais no setor ofensivo. Já conversamos com o treinador, eu e o presidente, a busca está sendo intensa, estamos colocando muitas situações na mesa", afirmou o gerente.

O dirigente também disse que o clube chegou a negociar a transferência do colombiano Trellez, mas os planos foram revistos depois da venda de Jô para o Nagoya Grampus, do Japão. A ideia do Corinthians é apostar em um só atleta.

"O Vitória passou pro um momento eleitoral e, num segundo momento, a gente colocou o pé no freio e passamos a avaliar um pouco mais a tomada de decisão. Negociávamos quando tínhamos o Jô. O Trellez viria para ser opção, mas agora não temos o artilheiro do Brasileiro. Não temos duas balas para atirar, às vezes é melhor guardar e gastar na hora certa", finalizou Alessandro.

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