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Assessor e gerente do Fluminense são presos em operação da Polícia Civil

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LEO BURLÁ

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A segunda fase da Operação Limpidus prendeu nesta segunda-feira (11) o assessor da presidência do Fluminense, Arthur Mahmoud, e Filipe Dias, gerente de operações de arenas do clube carioca. A ação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática e do Ministério Público com o Juizado Especial do Torcedor investiga a relação entre clubes e distribuição de ingressos para integrantes de torcidas organizadas.

Os dois prestaram depoimentos na última semana. Nesta segunda-feira, Filipe não foi encontrado pelas autoridades em sua casa. Mais tarde, contudo, o gerente do Fluminense se apresentou à polícia.

Leandro Schilling, chefe da empresa responsável pelos ingressos dos jogos, também foi preso. Nesta segunda-feira, a polícia ainda pretende cumprir mandados contra dirigentes e funcionários do Vasco e líderes de organizadas.

Alesson Galbão de Souza, presidente da torcida organizada Raça Fla também foi detido.

"Essa investigação vem desde março deste ano. A gente descobriu que existe um esquema muito grande de venda, de repasse de ingressos de clubes para presidentes de organizadas. E esses ingressos, muitas vezes, caíam nas mãos de cambistas. Tudo vai ser explicado, clareado, porque todo mundo ganha de alguma forma, e quem perde é a sociedade, o povo, a pessoa de bem, que quer assistir seu jogo e não consegue", disse Daniela Terra, delegada da Polícia Civil responsável pelo caso, à "Globo News".

A operação começou para investigar a relação entre clubes e torcidas organizadas. A polícia identificou que mesmo as torcidas que estão banidas dos estádios recebiam regularmente os ingressos, que eram repassados para cambistas e vendidos a preços altíssimos.

O Fluminense é o terceiro time do Rio de Janeiro afetado pela operação da Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público do Rio. No dia 1º de dezembro, a Justiça do Rio determinou o afastamento do vice-presidente de estádios do Botafogo, Anderson Simões, e dois funcionários do Vasco: Rodrigo Granja Coutinho dos Santos, conhecido como "Batata", e Edimilson José da Silva, o "Tubarão".

No mesmo dia, o presidente do Fluminense, Pedro Abad, e o vice de futebol do Vasco, Eurico Brandão, haviam sido conduzidos coercitivamente para prestar depoimento. O dirigente do time tricolor admitiu ter feito um acordo para o repasse de tíquetes para algumas torcidas, como maneira de angariar apoio na arquibancada –o Fluminense chegou a brigar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A Operação Limpidus já prendeu três membros de torcidas organizadas do Fluminense no último dia 1º de dezembro: Manuel de Oliveira Menezes (presidente da Young Flu), Luiz Carlos Torres Júnior, (vice-presidente da Young Flu), e Ricardo Alexandre Alves, o Pará (presidente da Força Flu).

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