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Andres Rueda quer participação de sócios na escolha de dirigentes do Santos

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ALEX SABINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Foi em 2014 que Andres Rueda percebeu que teria de entrar na política do Santos. Ele emprestou ao clube cerca de R$ 1 milhão para a compra de 10% dos direitos econômicos do meia Lucas Lima. Se o pagamento não fosse feito, o jogador teria de voltar para o Internacional, em Porto Alegre.

Desconfiado do que a diretoria comandada por Odilio Rodrigues faria com o dinheiro, ele o depositou na conta do clube gaúcho. Não o deu ao Santos.

"Eu já sabia que a Doyen [empresa que ajudou a contratar o meia] tinha depositado essa quantia na conta do Santos, mas foi gasto com outras coisas", afirma.

Dono de empresa com mais de 6.000 funcionários e ex-diretor de Tecnologia da Informação da Bovespa, Rueda foi integrante do comitê de gestão por seis meses em 2015, na administração de Modesto Roma.

"Percebi que aquele modelo não ia para frente. Não batia com os meus princípios de gestão", completa.

A reclamação é que os integrantes do comitê são convidados pelo presidente, o que torna o ambiente quase de servidão ao mandatário. Ele quer que os membros sejam eleitos pelos sócios e tenham maior independência.

Vítima de poliomielite na infância, Rueda deseja acabar com o que considera um mito: de que administrar uma empresa privada e um grande clube de futebol são coisas diferentes. Um por um, cita princípios de governança que usa em sua companhia e pretende implantar na Vila se for eleito.

"Se você vai comprar um jogador, é transação comercial. A mesma transação que qualquer empresa faz. Muda a grandeza de valor. O clube paga comissão? A empresa paga também. Mas vou renovar com um jogador que já é meu. Por que vou pagar comissão? Não tem sentido!", questiona.

Por sua candidatura ser a união de mais de dez grupos políticos, Rueda foi a maior vítima de boatos de que desistiria da eleição para apoiar outro nome da oposição. Algo que sempre negou, embora confirme ter conversado com outras lideranças em busca de uma candidatura de consenso.

"As propostas não são tão diferentes. O Santos precisa de credibilidade e competência", finaliza.

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