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Pressão dá resultado e COB amplia espaço para atletas em eleições

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Os presidentes de confederações que fecharam as portas para uma maior representação dos atletas no colégio eleitoral do COB (Comitê Olímpico do Brasil) há duas semanas decidiram mudar de ideia. Em nova assembleia extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (6) na sede da entidade, no Rio, os mesmos dirigentes aceitaram que os atletas tenham direito a 1 voto a cada três de confederações -na prática, 1/4 dos votos. A votação, por incrível que pareça, foi unânime. O representante da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo propôs que a discussão fosse abreviada e que a votação fosse consensual.

Todos os outros itens do estatuto proposto por uma comissão estatuinte formada em outubro já haviam sido aprovados na assembleia extraordinária realizada há duas semanas. Exceção ao número de votos dos atletas. Naquele dia, um grupo liderado pelos presidentes das confederações de tênis de mesa e tiro esportivo colocou na mesa outra proposta, de cinco votos para os atletas. Eles saíram vitoriosos graças a uma manobra que invalidou o voto da confederação de rúgbi.

A repercussão foi péssima para o COB e para os dirigentes dessas 15 confederações, que tiveram que se explicar aos seus atletas e viram seus nomes expostos nas redes sociais. A direção do COB -que apoiava uma maior participação dos atletas- e as confederações ficaram sem outra saída se voltarem atrás da decisão, o que aconteceu na assembleia desta tarde, que durou menos de uma hora.

"Tenho a convicção de que o entendimento partiu de cada um deles [confederações]. Não houve nada. Se o número é suficiente ou não, não vou opinar, sou presidente do COB. Sobre uma possível ampliação futura, o estatuto será mudado a cada dois anos", disse Paulo Wanderley, presidente da entidade.

Ainda que os presidentes de diversas confederações continue não apoiando a proposta vencedora, todos votaram a favor dela. Afinal, ela seria aprovada de um jeito ou de outro e não é interessante para ninguém se colocar como oposição a um movimento que ganhou maciço da opinião pública.

Alguns dirigentes optaram por não aparecer para votar, entre eles a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que já havia faltado na primeira votação. Também faltaram as confederações de pentatlo moderno e de tênis, que votaram contra a proposta dos atletas há duas semanas, e a de esgrima, cujo presidente inclusive foi um dos membros da estatuinte.

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