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Trunfo no Brasileiro, base do Vasco é aposta em ano de Libertadores

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Depois de se destacarem na campanha do Vasco no Campeonato Brasileiro, os jogadores formados na base têm tudo para seguir pedindo espaço em 2018, ano de Libertadores.

"[O uso da base] Vai continuar sendo muito grande. É uma tradição do clube. O Vasco sempre formou muitos atletas de qualidade", avisou o técnico Zé Ricardo depois da vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta neste domingo (3).

Por sinal, o duelo que garantiu o retorno do time cruzmaltino ao torneio continental é uma prova da importância dos jovens na campanha no Brasileiro. Diante de um público recorde em São Januário no ano (mais de 22 mil presentes) e com a necessidade do triunfo para selar a vaga na Libertadores sem depender de outros resultados, o Vasco abriu o placar com o atacante Paulinho, 17 anos. Já na etapa final, Zé Ricardo sacou o veterano Nenê e colocou Mateus Vital. Cinco minutos depois de entrar, o meia de 19 anos ampliou.

Como já virou praxe, o treinador cruzmaltino elogiou os pratas da casa decisivos em sua entrevista coletiva. "Optei pelo Mateus Vital no segundo tempo e ele entrou bem, compondo. E o Paulinho dispensa comentários. Tem muito para evoluir, mas hoje já é capaz de fazer muitas coisas boas. Vamos criar mecanismos para eles melhorarem", afirmou.

Fica difícil calcular quantos dos 56 pontos do Vasco no Brasileiro foram conquistados diretamente graças às revelações. Paulinho, por exemplo, fez história ao marcar em julho os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG no Independência, tornando-se o mais jovem a balançar as redes pelo clube neste século.

Mateus Vital, por sua vez, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio que valeu ao Vasco os três pontos no jogo de estreia de Zé Ricardo, em 9 de setembro. Também do alto dos seus 19 anos, o meia Evander anotou um golaço na vitória por 3 a 2 sobre o Santos na Vila Belmiro em jogo pela 33ª rodada. Na reta final, tornou-se titular, ganhando disputa com Jean.

Os pratas da casa também roubaram a cena quando saíram do banco. Caso de Caio Monteiro, 20 anos, que saiu do banco para marcar o gol de empate do time cruzmaltino contra o São Paulo no Morumbi no último dia 12.

Isso sem falar de Paulo Victor, 18, cujo nome é gritado a cada partida em São Januário (não foi diferente neste domingo). Ele anotou em julho, na goleada por 4 a 1 contra o Vitória, seu primeiro gol pelo profissional. Em outubro, no triunfo por 1 a 0 no clássico contra o Botafogo, tentou uma lambreta para cima de Arnaldo que irritou os adversários, mas levou a torcida vascaína à loucura no Maracanã.

Sem medo de clássico, de estádio lotado e de jogos decisivos e com gols e atuações fundamentais, a base cruzmaltina dá mostras de que não vai ter dificuldade para absorver o tal "espírito de Libertadores" e ajudar o time a fazer uma boa campanha no torneio ano que vem.

Como terminou o Brasileiro em sétimo, o Vasco neste momento disputaria a primeira fase do torneio. Uma vaga direta nos grupos, porém, ainda é possível, desde que o arquirrival Flamengo conquiste a Sul-Americana contra o Independiente (ARG).

"Estava almejando esta classificação. Essa vaga é muito importante para o time. É aproveitar e fazer um ótimo campeonato. Honrar essa classificação da melhor forma", afirmou Paulinho, um dos talentos que contam as horas para infernizar as defesas sul-americanas.

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