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Julgamento descarta uso de cocaína, e Guerrero aguarda resultado na 2ª

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BERNARDO GENTILE

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Paolo Guerrero foi julgado nesta quinta-feira (30), na Suíça, após testar positivo para a substância benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína. A audiência durou 4 horas e foi descartado o uso da droga. O peruano, no entanto, terá que esperar até segunda-feira (4) para ter uma definição quanto ao futuro da sua carreira.

A defesa de Guerrero assegura que o atacante fez a ingestão de chá de coca por contaminação ao tomar um chá antigripal. Ele segue suspenso preventivamente e vê duas situações no futuro próximo: uma advertência ou quatro anos de suspensão, o que poderia encerrar sua carreira.

O exame que flagrou Guerrero foi realizado após a partida entre Peru e Argentina no dia 5 de outubro, pela eliminatórias da Copa do Mundo. O atacante recebeu suspensão provisória de 30 dias a partir de 3 de novembro, quando o caso foi divulgado.

No início do mês, a contraprova de Guerrero deu positivo para confirmou o positivo para benzoilecgonina -metabólito presente na cocaína. Agora, os advogados reúnem os laudos para provar que a substância apareceu no organismo do atacante de forma indireta. O jogador já afirmou que não consumiu a droga.

A principal estratégia da defesa foi em uma contaminação cruzada com folhas de coca através de chá antigripal ingerido pelo camisa 9 antes do jogo entre Peru e Argentina, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

A aposta também foi no índice da substância presente na urina do jogador, o que facilita a tese da contaminação acidental. Os advogados estão otimistas, mas Guerrero segue sem poder atuar. Caso seja considerado culpado, o peruano pode receber uma advertência ou até quatro anos de suspensão.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é braço importante na defesa de Paolo Guerrero. A entidade disponibilizou todos os laudos dos exames antidoping realizados pelo atacante do Flamengo desde que chegou ao Brasil, em 2012.

Se Guerrero for punido, a defesa recorrerá ao Tribunal de Apelação da Fifa. Caso persista, ao CAS (Corte Arbitral do Esporte).

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