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Pratto jogou no sacrifício e quer ajudar São Paulo a apagar 'imagem cinzenta'

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BRUNO GROSSI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Lucas Pratto chegou para ser a estrela de um elenco moldado por Rogério Ceni no início da temporada. Rapidamente tornou-se capitão da equipe e passou a ser utilizado pela diretoria como exemplo a ser seguido por todos atletas. O discurso era baseado em uma equação simples: o argentino era dedicado ao extremo, como muitos são, mas também decidia jogos, era importante tecnicamente. Mas o ano termina de forma bem diferente para o centroavante, que no último domingo completou seis jogos sem marcar no Campeonato Brasileiro.

Essa é a terceira longa série sem gols do camisa 9 do São Paulo, que chegou a passar 11 partidas sem balançar as redes. A capacidade técnica que chamava atenção, como nas cabeçadas improváveis e em um golaço no ângulo contra o Vitória no primeiro turno, ficou escondida sob a entrega.

Pratto começou a se destacar mais pelas trombadas e carrinhos. O problema é que o corpo acusou o cansaço por essa voluntariedade em campo. A movimentação diminuiu, os erros técnicos cresceram e as primeiras críticas chegaram, principalmente depois dos gols perdidos contra Grêmio e Botafogo, nas duas últimas rodadas.

"Estou insatisfeito com o meu desempenho. Estou tendo poucas oportunidades de gol. Às vezes eu faço, às vezes eu erro. Individualmente é difícil fazer uma análise porque o esporte é coletivo. Faço mais gol quando o time está melhor na tabela. Tivemos, coletivamente, um ano ruim. Quando estávamos melhores, no começo do ano, marquei mais gols. Quando o time começou a jogar coletivamente mal, caí, como Cueva jogou mal, Rodrigo Caio e Sidão jogaram mal. Precisávamos melhorar como solidez da equipe e melhoramos. E atingimos nosso objetivo", avaliou.

O objetivo citado por Pratto é a permanência na série A do Campeonato Brasileiro. A meta foi alcançada no último domingo, por uma longa combinação: o ponto somado contra o Botafogo, o empate entre Vitória e Cruzeiro e o confronto direto dos baianos com a Ponte Preta na próxima rodada. Assim, com 46 pontos, o São Paulo está a salvo.

Mas Pratto sabe que é isso é muito pouco para a história do clube. Por isso, cobra a diretoria e a si mesmo para que 2018 seja um ano melhor.

"Sofri muito esse ano, não quero deixar essa imagem cinzenta para o torcedor. Falei no vestiário que tem que ser 2018 de título, de brigar na parte de cima da tabela. É basteira falar que um time precisa cair para se readaptar. A diretoria sabe, porque falamos no dia a dia com eles, que a reestruturação tem que ser agora, em dezembro e janeiro, antes do início dos torneios importantes. Tivemos o pior ano da história do São Paulo. Graças a Deus, não fomos rebaixados. Agora é ter vergonha na cara e planejar 2018 diferente para deixar o São Paulo onde merece", alertou.

NO SACRIFÍCIO

Pratto também relatou um drama vivido nas últimas semanas. O argentino, autor de 14 gols na temporada e um dos pilares do elenco, está com um problema na coxa direita e retardou qualquer tratamento mais cuidadoso para não deixar o time na mão.

"Petros teve esse momento, Militão estava machucado e também jogou no sacrifício. Esse processo acontece comigo há mais ou menos um mês. Minha perna não tá legal. Conversei agora com médicos e com a comissão técnica que como atingimos o nosso objetivo, acho que vou parar. Não vou treinar essa semana. Preciso fazer exame. Não consigo chutar com força a bola. É o momento de parar", contou.

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