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Ferrari pode economizar R$ 432 milhões se confirmar ameaça e deixar F-1

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Ferrari pode economizar 100 milhões de libras (R$ 432 milhões) se confirmar a ameaça de deixar a Fórmula 1. A cifra foi estimada pelo jornal britânico "Independent" nesta sexta-feira (17) depois de análise dos gastos e receitas da escuderia relativos ao ano de 2016.

De acordo com o diário, nem o fato de ser a equipe mais bem paga da categoria ajudou a Ferrari a terminar aquela temporada no lucro. Na temporada passada, por exemplo, os italianos receberam 160 milhões de libras (ou R$ 690 milhões, metade deste valor só de bônus por ser o time mais antigo da categoria), 40 milhões de libras (R$ 172 milhões) a mais que a Mercedes, que venceu o campeonato.

Diminuir a diferença no valor distribuído para as equipes é inclusive um dos planos da Liberty Media, que adquiriu o controle da Fórmula 1 no início do ano, além de introduzir novos motores a partir de 2021 -duas sugestões que motivaram a ameaça de Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, em cogitar a saída. O contrato atual da escuderia com a categoria é válido até o fim de 2020. “Vemos o esporte em 2021 levando um ar diferente, o que irá provocar algumas decisões por parte da Ferrari. Se analisarmos que os resultados não serão benéficos à manutenção da marca na categoria, vamos reforçar nossa posição de mercado e deixar a categoria", afirmou o dirigente.

Embora ressalte que o orçamento da equipe esteja blindado pelo fato de ser parte da Ferrari, e não uma empresa separada, o "Independent" cita que a montadora gastou 450 milhões de libras só nos custos de pesquisa e desenvolvimento do carro de 2016. Mais 80 milhões de libras seriam gastos com salários dos funcionários da equipe, sendo metade do valor com os pilotos Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel.

Por outro lado, segundo o jornal britânico, a Ferrari conseguiu arrecadar 430 milhões de libras de receita de “patrocínio, comercial e de marca”, além de fornecer seu motor para outras três equipes -Haas, Sauber e Toro Rosso.

O "Independent" ressalta que não é fácil precisar se a Ferrari economizaria estas 100 milhões de libras se deixasse a Fórmula 1. Um dos motivos é que o desenvolvimento e pesquisa com o carro da categoria é considerado fundamental para o desenvolvimento dos modelos e protótipos de carros esportivos e de rua. Além disso, a presença na categoria é uma grande arma para alimentar o marketing da marca. Única equipe presente na Fórmula 1 desde a primeira temporada da categoria (1960), a Ferrari não vence o Mundial de Pilotos desde 2007 e o de Construtores desde o ano seguinte.

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