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Temporada da seleção termina com direita definida, Diego em baixa e ataque aberto

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CAIO CARRIERI E PEDRO IVO ALMEIDA

LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) - Seis jogos pelas Eliminatórias, quatro amistosos em datas Fifa e um jogo em homenagem a vítimas de um acidente fatal. Assim foi a segunda temporada de Tite à frente da seleção brasileira. Com o fim de 2017, o treinador minimiza o efeito dos resultados e chega a 2018 de olho em avaliações individuais para fechar a lista da Copa do Mundo. Após os jogos contra Japão e Inglaterra nos últimos dias, algumas respostas e outras dúvidas permanecem.

Entre os titulares, poucas alterações no quadro de observações da comissão técnica. O time considerado ideal começou um jogo junto pela primeira vez contra a Inglaterra e mostrou que a base não deverá ter grandes mudanças no caminho até a Rússia. Renato Augusto, sacado no segundo tempo em Londres, foi o maior motivo de preocupação em mais um jogo irregular. Sem conseguir ajudar na criação de jogadas e limitado a ajudar na defesa, pode ceder espaço ao elogiado Fernandinho.

Entre os reservas, os maiores questionamentos. E os últimos dez dias foram de intensos testes, mas sem tantas respostas definitivas. A única ocorreu na direita, onde Danilo fez excelente partida contra o Japão e se consolidou como opção a Daniel Alves no banco. O lateral do Manchester City chega a 2018 em alta e deverá estar na Rússia.

E se a linha defensiva já poderia estar fechada, o cenário se abriu um pouco mais. Alex Sandro manteve boa regularidade e sustenta a briga com Filipe Luis pela reserva na esquerda. Na zaga, Jemerson acabou tendo atuação irregular contra o Japão e não conseguiu carimbar a vaga no Mundial ainda. Um novo teste no setor por opção não seria uma surpresa.

No meio, Fernandinho e Willian ratificaram a boa fase e deixaram Tite tranquilo caso o treinador opte por uma formação com os dois em campo. Titulares e destaques contra o Japão, ainda entraram no segundo tempo contra a Inglaterra.

Entre os outros testados, no entanto, dúvidas. Giuliano não foi brilhante e está longe de ter vaga cativa.

Já Diego esteve lesionado durante mais da metade dos treinos e nem sequer entrou em campo nos jogos. A moral já não é a mesma de outros tempos e o meia do Flamengo tem motivos de sobra para se preocupar com a vaga no grupo. Ele foi o único dos 22 jogadores de linha que não entraram em campo na Europa.

E se antes Tite falava citava seu nome diretamente entrevistas, nas últimas coletivas não falou em Diego nem quando perguntado sobre o tema. A dificuldade do meia em aproveitar as chances já incomoda a comissão técnica, que observa outros nomes para o setor. “Tem coisas que fogem do nosso controle. Da última vez, joelhada Fluminense. Tratei três vezes ao dia. Muita coisa para acontecer até a Copa. Cabe a nós manter a dedicação e manter a esperança. Farei o que estiver ao meu alcance. Vou me cuidar e tentar fazer algo a mais”, analisou o meia do Flamengo.

Na frente, mesmo sem atuar tanto, Roberto Firmino manteve a moral com Tite. Ao menos se observarmos o discurso do treinador, que o elogiou em entrevistas e justificou sua presença entre os reservas. “Já o conhecemos, está bem consolidado, precisamos ver outros nomes”, comentou Tite.

A quarta vaga do ataque, por sua vez, segue aberta. Diego Souza e Douglas Costa não empolgaram, apesar da vontade -que esbarrava na ansiedade- mostrada contra o Japão. Enquanto os outros não se firmam, o questionado e menos badalado Taison se saiu melhor e justificou a insistência de Tite em seu nome.

Com a Copa cada vez mais perto e as dúvidas ainda perturbando a cabeça, Tite admite que já não dorme mais tranquilo aguardando 2018. “É uma tensão enorme. Preciso ser enormemente justo na escolha. Não adianta querer ficar tranquilo, esse é o meu estilo”, contou o técnico.

E a espera até a próxima convocação será longa. Tite volta a chamar seus jogadores apenas em março, quando a seleção encara a Rússia, no dia 23, em Moscou, e a Alemanha, dia 27, em Berlim. Após os dois compromissos, a lista será definida e divulgada em pouco mais de um mês -início de maio. É o tempo que falta para as respostas aparecerem. “A bola que vai me dizer isso tudo”, filosofou o comandante da seleção brasileira.

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