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Corinthians vive pressão máxima com ida de organizada ao CT

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DIEGO SALGADO

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A crise no Corinthians continua e ganhou o capítulo mais emblemático depois de uma reunião entre membros de uma torcida organizada e jogadores do time, além de dirigentes. O encontro aconteceu na tarde da última quarta-feira (25), em pleno CT Joaquim Grava, minutos antes do treino do líder do Campeonato Brasileiro.

Pressionado desde o começo do segundo turno da competição após uma sequência de resultados negativos, o Corinthians é alvo de uma pressão cada vez maior já na reta final da temporada. Pela primeira vez desde janeiro, por exemplo, torcedores da principal torcida organizada foram ouvidos pelo presidente Roberto de Andrade.

Minutos depois da reunião, que contou com a presença de Jô, Gabriel, Balbuena e Cássio, além do diretor Flávio Adauto e do gerente Alessandro Nunes, o mandatário do Corinthians disse que o tom amistoso marcou o encontro -o atacante corintiano engrossou o coro.

Logo após a conversa com os torcedores, Roberto de Andrade confirmou que a concentração para o jogo contra a Ponte Preta, em Campinas, no próximo domingo (29), será antecipada em um dia. O presidente também precisou explicar a situação e descartou problemas específicos com saídas noturnas de jogadores.

"Com nenhum atleta estamos alerta em relação a isso [noitadas]. O fato de antecipar a concentração é uma decisão do treinador e tem nosso apoio. Sempre que tem um jogo importante, principalmente quando é fora, traz o atleta. A preocupação não é que eles saiam, e sim que durmam cedo e se alimentem bem", frisou.

Além disso, o próprio Roberto citou o termo "cobrança" em meio à série de derrotas - já são cinco somente nos 11 jogos do returno. O dirigente ainda falou em corrigir o rumo do time.

"Acho que a função do treinador é treinar o time, do atleta é jogar e da diretoria é dar apoio quando solicitado. Em certos momentos, a fala do presidente e do diretor. Pode-se chamar de cobrança? Pode. É importante fazer correção de rumo no meio do caminho. Cada um tem uma forma de ser. Tenho minha forma de falar com o grupo. Ninguém mais do que o atleta quer o título", disse.

REUNIÃO EM JANEIRO

Em paz durante boa parte da temporada, o Corinthians viveu algo parecido em meados de janeiro, antes mesmo da estreia oficial na temporada. Àquela altura, membros da mesma organizada foram até a sede do clube, no Parque São Jorge, para fazer cobranças em relação ao time de 2017. Vale lembrar que quase todas as contratações do time foram contestadas. Com Fábio Carille no comando, entretanto, o Corinthians encontrou um padrão tático e se tornou vencedor.

A relação com a organizada voltou a se estreitar em julho, mas naquela ocasião de forma positiva. Mais de mil torcedores foram à porta do CT para apoiar a equipe na véspera do clássico com o Palmeiras - agora, o dérbi será reeditado no próximo dia 5, sob novo cenário, com o líder em crise e o rival em alta.

O Corinthians se vê em uma crise a apenas oito jogos do fim do Brasileirão. O líder tem seis pontos de vantagem sobre Palmeiras e Santos, mas viu sua distância derreter nas últimas três partidas - o time alviverde, por exemplo, conseguiu tirar oito pontos de diferença.

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