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Atlético-MG é o primeiro mineiro a atingir 100 mil sócios

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VICTOR MARTINS

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - Quando eleito presidente do Atlético-MG, em dezembro de 2014, Daniel Nepomuceno estabeleceu como uma de suas prioridades a meta de chegar aos 100 mil sócios. Quase três anos depois e com o mandatário de saída, já que ele não vai tentar a reeleição, o clube mineiro chegou ao número desejado - um feito até então inédito para o futebol mineiro.

O programa de sócio-torcedor do Atlético se chama Galo na Veia e começou em maio de 2012, com o então presidente Alexandre Kalil, hoje prefeito de Belo Horizonte. Nos primeiros meses, o número de associados era limitado. Somente 5,4 mil atleticanos tinha o direito de usufruir dos benefícios do plano Black. Número estabelecido de acordo com a capacidade do setor Ismênia Especial, no Estádio Independência.

O valor anual do plano era de R$ 2,4 mil, com acesso garantido em todos os jogos do Galo como mandante. Cerca de dois meses após o lançamento, o Galo na Veia atingiu seu limite, pois o time treinado por Cuca estava na liderança do Campeonato Brasileiro daquele ano e tinha Ronaldinho Gaúcho como a grande estrela.

Em 2013 uma nova modalidade foi lançada. A modalidade Prata custava menos de R$ 30 por mês e dava ao atleticano desconto e prioridade na compra do ingresso para os jogos do clube como mandante. Com a campanha vitoriosa na Copa Libertadores, logo o Atlético passou da marca de 40 mil sócios.

Com a troca na presidência do clube, saiu Kalil e entrou Nepomuceno, o sócio-torcedor ganhou um pouco mais de atenção. A modalidade Black segue limitada a 5,4 mil torcedores, mas atualmente conta com pouco mais de 50% de adesão. Já as modalidades Prata e a Branca, lançada em setembro de 2015, fizeram os números de sócios continuarem crescendo.

ESTRATÉGIAS

Para atingir a marca estipulada pelo presidente Daniel Nepomuceno, o Atlético adotou algumas estratégias que alavancaram o programa. O clube chegou a dar cerveja para os sócios da modalidade Black, na partida contra o Joinville, em fevereiro. A promessa era de que todo jogo seria open bar caso essa modalidade subisse de três mil para cinco mil sócios. Marca que não foi atingida. Cerveja com desconto em determinados setores do estádio e sorteios de camisas usadas nos jogos também foram artifícios usados pela diretoria atleticana para atrair novos sócios.

CRUZEIRO

Durante a campanha do bicampeonato brasileiro, em 2013 e 2014, o Cruzeiro chegou a ter 79 mil sócios. Número alcançado em menos de dois anos, já que o clube celeste reformulou seu programa após o retorno ao Mineirão, em fevereiro de 2013. Naquele momento o Galo tinha pouco mais de 40 mil associados. Porém as campanhas ruins nas temporadas seguintes, em 2015 e 2016, fizeram o número cair. Atualmente, segundo o Movimento Por Um Futebol Melhor, o clube celeste tem pouco mais de 63 mil sócios.

FATURAMENTO

Com um número limitado de sócios e o programa lançado apenas em maio, o Atlético arrecadou R$ 3,8 milhões em 2012 referentes ao Galo na Veia. Esse número já foi para R$ 18,6 milhões em 2016, como divulgado no balanço financeiro do clube. Como tinha pouco mais de 74 mil sócios em fevereiro e vai fechar o ano acima dos 100 mil, o Atlético vai superar a barreira de R$ 20 milhões de arrecadação somente com o programa Galo na Veia.

RANKING

Até 2014, entre os clubes brasileiros, apenas o Internacional tinha mais de 100 mil sócios. O time gaúcho liderou o ranking por alguns anos, mas nas últimas temporadas viu o crescimento dos programas de outras equipes e acabou superado, inclusive pelo rival Grêmio, que hoje é primeiro colocado no quesito. Além dos clubes gaúchos, também já passaram da marca de 100 mil sócios os paulista Corinthians, Palmeiras e São Paulo, além do Flamengo. O Atlético é o sétimo clube brasileiro que chega à marca de 100 mil associados.

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