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Ex-dirigente da Guatemala é o 1º condenado em escândalo da Fifa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Hector Trujillo, 63, ex-presidente da federação de futebol da Guatemala, foi condenado nesta quarta-feira (25) a oito meses de prisão por seu envolvimento no esquema de corrupção da Fifa. Trujillo, um ex-juiz, foi o primeiro dirigente a ser sentenciado nos Estados Unidos por crimes relacionados ao escândalo na entidade que controla o futebol mundial.

O dirigente foi preso em dezembro de 2015, em Port Canaveral, na Flórida, durante uma viagem à Disney com a família. Em junho, ele admitiu que recebeu US$ 200 mil (R$ 647 mil) em propinas de uma empresa que tentava assegurar contratos de marketing na área esportiva. Trujillo assumiu a culpa pelos crimes de fraude e conspiração.

Segundo o acordo firmado com a Justiça, o guatemalteco se comprometeu a não recorrer de nenhuma sentença inferior a quatro anos e nove meses de prisão. O dirigente também devolverá US$ 175 mil (R$ 566 mil). A condenação foi oficializada por uma corte federal em Nova York.

Trujillo respondia ao processo em liberdade, em Miami, por ter pago uma fiança de US$ 4 milhões (R$ 12,9 milhões). Ao pedir a condenação à corte, a promotoria afirmou que o dirigente minimizou a gravidade dos crimes que cometeu.

"Embora o réu não tenha desempenhado o principal papel nem tenha embolsado a maior quantia de dinheiro se comparado aos outros réus do caso, sua conduta mostra que ele se portou da mesma forma que os outros dirigentes corruptos que foram acusados", disseram os promotores.

Já a defesa declarou que Trujillo tinha uma carreira proeminente como jurista e que foi forçado a renunciar ao posto de juiz por conta do caso. Os advogados também disseram que o dirigente sofre problemas de saúde devido ao tempo que passou encarcerado e, posteriormente, confinado em sua casa.

MARIN

O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin será julgado a partir do dia 6 de novembro, também em Nova York. O ex-dirigente, que cumpre prisão domiciliar na cidade, é acusado de ter recebido propinas para conceder contratos na CBF para a Copa do Brasil, Copa América e Copa Libertadores. O atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, também foi indiciado por corrupção, em 2015. Desde então, não deixa o Brasil por temor de ser preso no exterior.

Dos mais de 40 cartolas indiciados no caso da Fifa, Marin, o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napout e o ex-presidente da Federação Peruana de Futebol Manuel Burga são os únicos que se recusaram a admitir culpa e colaborar com as investigações.

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