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Autuori garante técnico e critica torcida do Atlético-PR após vaias a jovem jogador

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NAPOLEÃO DE ALMEIDA

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Visivelmente transtornado após o final do jogo com o Sport, o gestor técnico do Atlético-PR Paulo Autuori fez um pronunciamento em defesa ao zagueiro Zé Ivaldo, que atuou improvisado na lateral-direita e cometeu um pênalti que resultou no gol de Diego Souza para os pernambucanos. Após o lance, parte da torcida atleticana dentro da Arena passou a vaiar o jogador a cada vez que ele pegava na bola. “Um atitude covarde com um jogador nosso, que é Zé Ivaldo. Um grande jogador, fez uma Libertadores espetacular, e hoje no lance pênalti, depois que pegou a bola, foi vaiado pela nossa torcida. Lamentável”, disparou Autuori, sobre o jogador de 20 anos que já havia atuado em lugar de Jonathan contra o Flamengo, pela competição continental: “O que fizeram hoje com o Zé Ivaldo é imponderável. Erra, sim senhor. Como todos erram. É um jogador altamente profissional, tem muita qualidade. Como não se escondeu do jogo, depois as vaias foram covardes”.

Autuori ainda citou os episódios de protestos da torcida do Botafogo para reclamar da posturas de alguns torcedores. “O futebol brasileiro tá ficando insuportável. É importante mostrar o que é bom, não dar moral, não mostrar pessoas que não são torcedores. É assim que se desperdiçam os talentos”, disse, reclamando dos comportamentos.

No mesmo pronunciamento –ele não atendeu à imprensa– Autuori garantiu o técnico Fabiano Soares no cargo: “Quero parabenizar o grupo, o nosso treinador, que não é bom, não: é excelente. Faz um belíssimo trabalho. Maus resultados ou bons resultados, ele que fique tranquilo, por que sou eu que vou mostrar a realidade daquilo que é a análise de quem trabalha certo e bem”. O próprio Soares havia se colocado em xeque no comando do clube em entrevistas recentes.

Por mais um jogo, as torcidas organizadas do Atlético não entraram na Arena da Baixada, em protesto contra a política do clube em relação a ingressos e restrições. Cerca de 2 mil pessoas se reuniram na praça Afonso Botelho, em frente ao estádio, e fizeram batuques e protestos durante a partida. Dessa vez, porém, não houve telão disponível para que se assistisse à partida.

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