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Cruzeiro não mata o jogo e é castigado de novo no clássico

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ENRICO BRUNO

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - Na derrota por 3 a 1 para o Atlético no último domingo (22), Mano Menezes apontou a dificuldade do Cruzeiro em matar o jogo. No Mineirão, a equipe saiu na frente do marcador, mas não ampliou a vantagem e acabou levando a virada. A terceira derrota para o rival neste ano expôs um filme repetido sobre um ponto fraco do Cruzeiro na temporada. A começar pelos erros no próprio clássico, bem parecidos com a partida no primeiro turno.

No confronto do Mineirão, o Cruzeiro saiu na frente com meia hora de jogo. Porém, do gol de Thiago Neves até os 12 minutos do segundo tempo, a equipe dominou completamente o rival, mas não conseguiu matar a partida. Rafinha teve duas boas chances, sendo que uma terminou explodindo no travessão. Ainda antes do intervalo, Alisson recebeu livre pela diagonal, mas chutou cruzado para fora. Além disso, Victor precisou fazer boas intervenções e evitou o segundo gol celeste. Até que o tempo passou, o Atlético melhorou e iniciou sua reação.

"O futebol tem jogos grandes que geralmente punem as equipes que não definem o jogo. Ao longo da temporada, a gente não teve uma equipe que define bem. Muitas vezes, essas circunstâncias se repetiram. Em outros clássicos, também tivemos oportunidades. Nossa equipe ainda precisa encontrar essas soluções para a próxima temporada, para ser mais definidora. Nossos jogos têm sido no limite", comentou o técnico Mano.

O treinador do Cruzeiro tem razão. No duelo do primeiro turno, disputado no Independência, o Cruzeiro também abriu o placar com Thiago Neves. Após o gol, a equipe viveu um bom momento e teve a chance de ampliar, seja com Caicedo ou no quase gol contra do zagueiro Gabriel, que parou no travessão. Mas o time de Mano não fez o gol e viu o rival crescer em campo. Nos acréscimos do primeiro tempo, levou a virada em apenas três minutos e sofreu o golpe fatal na segunda etapa da partida.

Durante boa parte do ano, o Cruzeiro teve em Ábila uma possível solução para definir as jogadas. Porém, o argentino passou a maioria dos jogos na reserva de Rafael Sóbis e acabou negociado no segundo semestre. Em junho, a diretoria trouxe Sassá, que entrou bem nos jogos do Brasileirão e marcou sete gols. Porém, o atacante passou mais de um mês ausente e precisou ser submetido a uma cirurgia no joelho. No último treino que antecedeu o clássico, Sóbis não participou e por isso começou a partida no banco. Desta forma, Mano escalou a Raposa com Arrascaeta, Alisson, Rafinha e Thiago Neves, sendo que nenhum deles é um centroavante fixo ou de referência dentro da área.

"Complicado não ter uma referência. O Arrascaeta é mais de drible, eu não gosto de jogar centralizado. Faltava um matador, faltava um Raniel ou Sassá, que jogam na área. Tentamos com o Rafael Marques, mas também é de sair da área", comentou Thiago Neves.

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