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ATUALIZADA - Clima político domina primeiro jogo do Barça em Madri desde plebiscito

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FÁBIO ZANINI

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Na primeira partida do Barcelona em Madrid desde o plebiscito que aprovou a independência da Catalunha, no dia 1º de outubro, bandeiras espanholas foram as estrelas, ao menos fora de campo.

No gramado do Wanda Metropolitano, novo estádio do Atlético de Madri, o time da casa conseguiu segurar o empate em 1 a 1 graças a mais uma demonstração de solidez defensiva do time do técnico Diego Simeone e ao nítido cansaço de Lionel Messi, apenas quatro dias após garantir a classificação da Argentina para a Copa da Rússia.

O Barcelona, após sair perdendo com gol de Saúl, empatou com Suárez e esteve muito perto de virar, pela oitava rodada do Campeonato Espanhol.

Na massa de torcedores que praticamente lotaram o estádio de capacidade para 70 mil espectadores, era possível ver muitas bandeiras espanholas amarradas na cintura, como se fosse um sarongue, ou no pescoço, tal qual uma capa.

A maioria, naturalmente, entre apoiadores do Atlético, fervorosos defensores da unidade espanhola. Segundo um idoso que exibia a indumentária, era "um recado político para eles de lá [catalães]".

Mas entre a minoria de torcedores do Barcelona também havia muitas bandeiras da coroa espanhola, apesar de o clube ser um dos símbolos da identidade catalã. No caso deles, como uma espécie de amuleto protetor contra hostilidades.

Raul vestiu a si e ao filho pequeno com camisa do Barcelona e a bandeira espanhola amarrada na cintura. "O clima político não está bom. Isso me dá um certo sentimento de proteção ", afirmou ele, que vive em Madri e se diz contra a independência catalã.

Samy, morador da Andaluzia (sul da Espanha) e também torcedor do Barcelona, fez o mesmo, ao lado de mais dois amigos.

"A política está muito perigosa aqui por esses dias. Sou pela unidade da Espanha, mas com essa camisa do Barça, é difícil acreditarem", afirmou.

Embora as diretorias dos dois clubes tenham tentado tirar o caráter político da partida, o clima no Wanda Metropolitano apontava em outra direção. Uma hora antes do apito inicial, centenas de bandeiras foram colocadas sobre os assentos de uma das áreas mais próximas ao gramado. Bastava ao torcedor do Atlético servir-se de uma delas e agitá-la.

Novamente, repetindo o que já havia ocorrido em partida da Espanha, o zagueiro do Barcelona Gerard Piqué foi perseguido de maneira inclemente pela torcida, vaiado a cada vez que tocava na bola. O jogador é um defensor aberto da independência catalã.

Ele não foi o único. Todo o time do Barça foi alvo de provocações políticas durante o jogo: o tradicional grito de guerra "Atleti! Atleti!" dos torcedores da casa foi intercalado com outros de "Que Viva Espanha!".

Apesar do clima de animosidade, torcedores dos dois times sentaram-se lado a lado, como é praxe nas partidas da Liga Espanhola, e não houve incidentes graves.

O empate manteve o Barcelona na liderança, com 22 pontos, embora tenha quebrado a série de 7 vitórias em 7 jogos. O Atlético também está invicto, mas, com quatro vitórias e quatro empates, soma 16 pontos, e ocupa a terceira colocação.

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