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Ex-diretor do Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 deixa a cadeia

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ex-diretor do comitê organizador Rio-2016 Leonardo Gryner saiu na manhã deste sábado (14) da cadeia pública José Frederico Marques. O juiz Marcelo Bretas revogou na sexta-feira (13) a prisão preventiva contra ele.

Gryner é um dos investigados no caso do pagamento de ao menos US$ 2 milhões de propina para escolha da cidade como sede dos Jogos. Ele foi solto após o COB (Comitê Olímpico do Brasil) entregar todos os e-mails da ex-secretária de Nuzman, Maria Celeste. O Ministério Público Federal apontava a ausência dessas mensagens como a razão para manter Gryner preso, a fim de impedir interferência nas investigações.

De acordo com informações da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, Gryner deixou a prisão por volta das 8h.

Gryner foi preso porque o Ministério Público Federal encontrou indícios de que eleparticipou da intermediação da propina paga ao senegalês Lamine Diack, membro do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Em 26 de novembro de 2009, Gryner havia enviado um e-mail para Papa Massata Diack, filho do membro do COI, afirmando que "como eu disse a você em Copenhague, nós temos um patrocinador diferente para essa última porção".

"Esse patrocinador está tendo problemas com essa transferência e estamos tentando ajudar ele", escreveu Gryner.

O Ministério Público Federal afirma que as mensagens indicam que "os pagamentos não se limitaram a US$ 2 milhões [pagos em setembro], tendo havido pagamentos subsequentes".

A defesa de Gryner nega que o ex-diretor da Rio-16 tenha participado do pagamento de propina a Diack. Os advogados afirmam que os e-mail identificados pela Procuradoria não contém informações que incriminem seu cliente.

O ex-diretor do comitê organizador foi preso no dia 5 em desdobramento da Operação Unfairplay. Ele teve a prisão temporária renovada cinco dias depois porque o COB ainda não havia dado acesso aos e-mails de Celeste.

Nuzman segue preso preventivament, sem data para sair da prisão. Ele teve habeas corpus negado no Tribunal Regional Federal. A defesa dele nega as suspeitas contra seu cliente.

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Edhucca

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