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Oposição quer ouvir Pinotti sobre ex-gerente acusado de corrupção

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SÓ PODE SER REPRODUZIDA COM ASSINATURA

GIANCARLO GIAMPIETRO E PAULO PASSOS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Conselheiros de oposição do São Paulo querem ouvir explicações de Vinícius Pinotti sobre sua relação com Alan Cimerman, ex-gerente de marketing do clube. Para isso, solicitam reunião extraordinária.

Levado ao marketing do clube por Pinotti em 2015, Cimerman está no centro de um inquérito conduzido pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

O motivo: suposto desvio de verbas e corrupção na venda de ingressos e locação de camarotes para os shows de U2 e Bruno Mars no Morumbi.

Quando a nova diretoria do clube tomou nota dessas supostas fraudes, o demitiu por justa causa. É por isso que, ao tratar a vocação de gestor Pinotti para o departamento de futebol do São Paulo, os críticos não demoraram a citar o nome de Cimerman como um deslize significativo.

O caso foi descoberto durante investigação interna encomendada pelo São Paulo. Não foi encontrado nenhum documento suspeito em que constasse sua assinatura.

Pinotti, que também pode ser chamado para prestar depoimento no Deic, afirma que desconhecia essas atividades.

O esquema teria sido executado durante a troca de diretoria neste ano.

Funcionários do marketing também recordam que Cimerman havia dado resultados e conquistado respaldo de diferentes áreas do Morumbi.

"Eu me arrependo e me sinto traído. Seria injustiça vincular meu nome ao dele", disse Pinotti.

O site UOL revelou que, por seis meses, o diretor fez pagamentos mensais de R$ 9 mil a Cimerman, quando este ainda era funcionário do clube.

A reportagem apurou que os depósitos eram um complemento para honrar os valores da proposta original feita ao ex-gerente.

A "mesada" é o que desperta a curiosidade da oposição são-paulina.

Este é o primeiro episódio público enfrentado por Pinotti, num momento em que os bastidores do Morumbi voltam a borbulhar com críticas à gestão do presidente Leco.

Politicamente, o diretor-executivo segue prestigiado pela maioria dos conselheiros.

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