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ATUALIZADA - Calmo, Corinthians segura São Paulo e a torcida no Morumbi

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ALEX SABINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O São Paulo viu no clássico no Morumbi a chance para ganhar fôlego na briga contra o rebaixamento. Na sua característica de não se apavorar em campo e cada vez mais perto do título brasileiro, o Corinthians saiu atrás, mas conseguiu o empate em 1 a 1 neste domingo (24).

Os 61.142 pagantes presentes representaram o maior público do futebol brasileiro em 2017. Superou os 58.399 de Flamengo e Fluminense, pelo Estadual do Rio.

Os primeiros 45 minutos não primaram pela técnica. As duas equipes erraram passes em profusão. O São Paulo entrou em campo com um plano de jogo mais claro e com os atletas dispostos a empregá-lo.

O time de Dorival Júnior se propôs a pressionar a saída de bola corintiana e apertar a marcação e sair para o ataque. O cartão de visitas foi no primeiro lance do clássico, quando Cueva deu chapéu em Jadson e levantou a torcida. Era para ser um sinal de otimismo para o São Paulo.

Por algum tempo, foi.

Até os dez minutos, o Corinthians quase não tocou na bola ou passou do meio-campo. O São Paulo não tinha como manter aquele ritmo, como geralmente acontece no futebol, e depois de 15 minutos arrefeceu o ímpeto. Permitiu ao adversário encontrar mais espaços para trocar passes e Jadson tentar lançamentos para Jô por trás da zaga.

Havia muita correria e poucas chances criadas. Os rivais não entravam na área para ameaçar. Sidão foi um espectador dos primeiros 45 minutos e, assim como havia acontecido contra o Racing, em Buenos Aires, pela Copa Sul-Americana, o Corinthians não chutava ao gol.

O São Paulo, sim. Sem espaço para furar o bloqueio das duas linhas de quatro jogadores do adversário, os donos da casa arriscaram de longe. Prato e Hernanes erraram, mas Petros, não. Ele abriu o placar aos 27 min. Foi o 2.000º gol do clube na história do Brasileiro.

Como todas as vezes que saiu atrás do placar no torneio, o Corinthians ficou sem saber como tomar a iniciativa. A equipe de Fábio Carille não foi montada para fazer isso. Jadson, com o passar do tempo, foi cada vez mais sumindo da partida. No intervalo, acabou substituído por Marquinhos Gabriel. Uma alteração que não surtiu o resultado esperado. Mais tarde, outra mudança resolveria para os visitantes.

REAÇÃO

Fábio Carille pediu para o meia substituto atuar aberto pela direita. O Corinthians gastou o segundo tempo buscando o gol de empate pela esquerda, com Arana. Romero ajudou na marcação dentro da definição "secretário do lateral", criada por Tostão, colunista da Folha de S.Paulo, mas na frente, contribuía pouco.

O São Paulo passou a esperar. Ainda era perigoso nos arremates de fora da área, mas decidiu ficar mais postado na defesa para ter o contragolpe decisivo, que não chegou. Um dos motivos foi Lucas Pratto ficar responsável por puxar alguns deles. O argentino é finalizador e deveria ser o foco final da jogada, não inicial. É verdade que o técnico Dorival Júnior tem motivo para reclamar. Militão fez um gol de cabeça anulado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães por falta"" que não houve"" sobre Cássio.

Com a entrada de Clayson na vaga de Gabriel, o Corinthians teve mais penetração e um jogador capaz de ajudar Jô nas arrancadas.

Marquinhos Gabriel se desesperava pedindo para sua equipe também atuar pelo lado direito. Em uma das poucas vezes que isso aconteceu, saiu o empate, graças a um arremate de Clayson no ângulo aos 32 minutos.

O São Paulo se enervou em campo, mas quase venceu nos acréscimos com cabeçada de Militão. O Corinthians manteve o que parece ser sua inabalável caminhada para o título nacional.

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