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Em quatro anos de Williams, Massa vê time caindo cada vez mais

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JULIANNE CERASOLI

CINGAPURA (UOL/FOLHAPRESS) - A Williams investiu pesado neste ano na parte técnica, especialmente com a contratação de Paddy Lowe, vindo da Mercedes. Mas os resultados ainda não apareceram, e Felipe Massa vê a mesma história dos últimos três anos se repetindo: ao longo do ano, a tendência é que os rivais se aproximem e até ultrapassem o time inglês. “A única coisa que mudou é que, ao longo de 2014, a equipe veio evoluindo bastante o carro até o final do ano”, disse Massa ao UOL Esporte. “Em 2015, o carro começou bem e acabou mal. Em 2016, o carro começou médio e terminou péssimo e, neste ano, o carro começou até que bem, e a gente andou para trás. Então, de 2015 até agora, as coisas aconteceram de uma maneira parecida.”

Em 2014, a Williams era a sexta colocada nessa altura do campeonato, mas conseguiu se recuperar e terminou o ano em terceiro, com pódios na Rússia, Brasil e Abu Dhabi. No ano seguinte, a parte final do ano foi mais complicada, mas os 198 pontos conquistados nas 14 primeiras etapas acabaram sendo suficientes para o time conquistar o quarto posto. Já em 2016, foi justamente em Cingapura que o time perdeu o quarto lugar para a Force India, e não conseguiu se recuperar.

Nesta temporada, a Williams começou claramente como a quarta força no campeonato, e depois foi sendo superada pelas rivais, pois seu carro não se desenvolveu no mesmo ritmo. Tanto, que após o GP de Cingapura, o time está bem longe da quarta colocada Force India, que tem 124 pontos, contra 59 do time de Massa, que agora briga com Toro Rosso (52) e Renault (42) para manter o quinto posto nas seis corridas que restam. “Nossa situação é muito parecida com a do ano passado. Pessoas novas chegaram e a equipe mudou muito sua maneira de trabalhar, mas algo não está funcionando do jeito que deveria, ou como eu imaginava que deveria acontecer. Isso sem dúvida é um pouco frustrante”, reconheceu Massa, que não prevê que o carro esteja especialmente superior em alguma das etapas que faltam. “Acho que Malásia pode ser interessante. Japão também, mas lá sabemos que carros que geram bastante pressão aerodinâmica funcionam bem também. Mas acho que as pistas são parecidas daqui até o final do campeonato. Não acho que há alguma especialmente boa para nós, mas acredito que vamos voltar a lutar com as equipes com as quais disputamos o quinto lugar no campeonato.”

A próxima etapa da Fórmula 1 será na Malásia, dia 1º de outubro.

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