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Santos joga mal, perde na Vila Belmiro e dá adeus à Libertadores

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com futebol abaixo da crítica, o Santos foi eliminado da Taça Libertadores nesta quarta-feira (20). Mais consciente em campo e com plano de jogo eficiente, o Barcelona do Equador venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro e avançou para as semifinais —vai enfrentar o Grêmio.

Levir Culpi surpreendeu pela cautela. Sem poder contar com o meia Lucas Lima, lesionado, abriu mão de Jean Mota, colocou o argentino Vecchio na armação e escalou dois volantes que só sabem marcar: Alisson e Leandro Donizete.

O raciocínio do treinador era que o contra-ataque seria a grande arma do Barcelona. Como atuaria pelo 0 a 0, ele não daria essa chance aos equatorianos. Se havia certa lógica no pensamento, esta não foi vista em campo. O Santos foi um fiasco.

Damian Díaz dominou o meio-campo e tinha liberdade para receber passes e acionar os atacantes. Três vezes a bola cruzou a área brasileira à espera de um desvio para o gol, que não aconteceu.

O Santos era um punhado de jogadores apáticos. Daniel Guedes começou bem mas depois de levar cartão amarelo, sumiu. Bruno Henrique errou passes. Copete não acertou uma jogada. Leandro Donizete, Alisson e Vecchio pouco fizeram.

O Santos tinha a bola aérea. Assim criou a melhor chance antes do intervalo, uma cabeçada de David Braz no travessão.

MAIS DO MESMO

O que quer que Levir Culpi tenha dito para os seus jogadores no vestiário, não funcionou. O Santos continuou mal em campo, afobado e sem conseguir prender a bola no ataque.

Mais experiente e sem se incomodar com a Vila, o Barcelona jogava com calma, na certeza de que o gol chegaria. Fé que ficou mais forte a partir da entrada de Ayoví. Aberto pelas pontas, ele não deu sossego a Zeca.

O treinador santista tentou consertar seus erros na escalação. Tirou Vecchio e colocou Jean Mota. Depois desfez outro equívoco e abriu mão dos dois volantes. Kayke entrou no lugar de Leandro Donizete. Quando isso aconteceu, a situação do Santos na Libertadores era crítica.

Assim como já havia feito em Guayaquil, o uruguaio Álvez aproveitou erro de posicionamento da zaga em cruzamento e desviou para o gol.

Minutos depois, o atacante foi expulso. Mas o Santos não teve capacidade para aproveitar. Não colocou a bola no chão. Apostou em cruzamentos que, quando aconteceram, não tiveram direção.

Sofrer um gol para os donos casa, diante do futebol apresentado, era o mesmo que levar cinco. Não havia força para buscar o empate que levaria a decisão para os pênaltis. A equipe não conseguia criar chances de gol.

A vergonha foi completa quando Bruno Henrique foi expulso por cuspir no rosto de Díaz. Por reagir, Marques também recebeu o vermelho.

Levir deu a última cartada. Uma substituição que dava noção do seu desespero, falta de alternativas e imaginação para mudar a desclassificação que parecia certa. Colocou o zagueiro argentino Fabián Noguera, de 1,93m, para atuar como centroavante.

A esperança era que ele salvasse o Santos em uma jogada aérea. Foi Lucas Veríssimo quem quase conseguiu em lance em que se atrapalhou na pequena área. No fim, os santistas reclamaram —com razão— dos quatro minutos de acréscimos dados pelo árbitro peruano Victor Carrillo. Foi pequeno o tempo adicionado. Menor que este, só o futebol do Santos.

SANTOS

Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Leandro Donizete (Kayke) e Vecchio (Jean Mota); Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. T.: Levir Culpi

BARCELONA

Banguera; Pedro Velasco, Aimar, Arreaga e Beder Caicedo; Gabriel Marques, Matías Oyola e Damián Díaz; Esterilla (Ayoví), Marcos Caicedo (Castilho) e Jonatan Álvez. T.: Guillermo Almada

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Juiz: Victor Carrillo (PER)

Cartões amarelo: Daniel Guedes e Bruno Henrique (SAN); Jonatan Álvez, Beder Caicedo e Marcos Caicedo (BAR)

Cartões vermelho: Bruno Henrique (SAN); Gabriel Marques e Jonatan Álvez (BAR)

Gol: Jonatan Álvez (BAR), aos 23 minutos do segundo tempo

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