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Hamilton aproveita largada caótica e vence em Cingapura; Massa é 11º

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma largada caótica colocou o título do Mundial de Pilotos mais próximo de Lewis Hamilton. Contando com o abandono de Sebastian Vettel, o britânico da Mercedes liderou de ponta a ponta e conquistou uma improvável vitória no GP de Cingapura, neste domingo (17). A série de incidentes fez com que a prova terminasse no relógio - pelo regulamento, uma corrida não pode ultrapassar as duas horas de duração.

A improbabilidade da vitória se dava pelo fato de as Mercedes terem sido mais lentas que Red Bull e Ferrari durante todo o final de semana.

A segunda colocação da prova ficou com Daniel Ricciardo (Red Bull), com Valtteri Bottas (Mercedes) completando o pódio. Com uma estratégia confusa, Felipe Massa ficou fora da zona de pontuação e terminou na 11ª posição.

Com a vitória, Hamilton abre 28 pontos de vantagem para Sebastian Vettel no Mundial de Pilotos: 263 a 235. A terceira colocação é de Valtteri Bottas, com 212.

A próxima etapa do Mundial de Fórmula 1 acontecerá na Malásia. O GP está marcado para o dia 1º de outubro, às 4h (de Brasília).

Com a liderança caindo em seu colo, Lewis Hamilton ditou as ações da corrida. À frente de Daniel Ricciardo durante todo momento, o britânico em nenhum instante chegou a ver sua vitória ameaçada.

Nem mesmo quando a confortável vantagem caiu para 0,7 segundos por causa da entrada de um safety car, Hamilton permitiu um ataque de Daniel Ricciardo. Quando o australiano anotava a melhor volta, o britânico da Mercedes tratava de responder na mesma moeda na volta seguinte.

O momento decisivo da corrida aconteceu logo na largada. Saindo na quarta posição, Kimi Raikkonen colocou de lado para passar Verstappen. Ao perceber a aproximação do finlandês, o holandês da Red Bull levou seu carro ligeiramente para a esquerda, ocasionando a batida. O choque entre os dois deu prejuízo para o então líder da prova Sebastian Vettel, que acabou atingido e teve seu bico danificado.

Com dificuldades por causa do acidente, Vettel perdeu o controle poucos metros depois e terminou de quebrar o bico de sua Ferrari. O alemão ainda tentou levar o carro para o boxe, mas teve que abandonar a prova.

Fora da corrida depois de ter feito a pole position, Sebastian Vettel demonstrava completa decepção durante as entrevistas para a imprensa. “Eu não vi muito. Vi Max e logo depois vi Kimi batendo na minha lateral e Max em algum lugar”, disse à “Sky Sports”.

Ao saber que teria que abandonar a prova, Vettel pediu desculpas à equipe. “Grandes danos, pare o carro. Pare o carro”, avisou o engenheiro. “Você tem certeza?”, questionou Vettel. “Sim, pare o carro agora”, respondeu. “Desculpe, rapazes. Desculpe. Realmente, desculpe”, terminou o alemão.

A corrida de Felipe Massa foi para esquecer. Largando no final do pelotão, em 17º, o brasileiro apostou na continuidade dos pneus de chuva extrema em sua parada em safety car. Um erro de estratégia da Williams que cobraria um preço caro. Com a pista secando cada vez mais, o brasileiro passou a ser pressionado pelos rivais e ficando cada vez mais longe da chance de pontuar.

Em um espaço de oito voltas, Massa parou nos boxes mais duas vezes. Na 18, colocou pneu intermediário. Depois, foi o segundo piloto do grid a arriscar o ultra macio, o “pneu certo”, como avaliou o brasileiro ao ser questionado pela Williams pelo rádio após a troca.

No decorrer da corrida, Massa ainda fez mais duas paradas nos boxes, o que dificultou ainda mais sua chegada nos pontos. Com o safety car gerado pelo acidente de Ericsson, o brasileiro chegou a colar em Esteban Ocon, 10º colocado, mas não conseguiu a ultrapassagem e terminou na 12ª posição.

O acidente na largada colocou a liderança no colo de Lewis Hamilton. Com um rendimento pior do que Red Bull e Ferrari nos treinos, o britânico viu no abandono de Vettel a chance de abrir vantagem no campeonato. E o tricampeão foi seguindo a cartilha: melhor volta seguida de melhor volta e controle da vantagem para Daniel Ricciardo.

A primeira ameaça à liderança de Hamilton veio na volta 25. Nesse momento, a chuva ia embora e deixava uma dúvida na cabeça das equipes: era a hora de colocar pneu de pista seca? Enquanto a questão seguia, Hamilton seguia fazendo voltas rápidas com seus pneus intermediários. O britânico fez a troca apenas quando Daniel Ricciardo decidiu fazer, mantendo uma vantagem superior a 12 segundos.

Mas todo o trabalho de Hamilton se perdeu na volta 39. Foi nela em que Marcus Ericsson bateu sozinho e obrigou a entrada do safety car na pista. Com isso, a diferença caiu para apenas 0,7 segundos.

Pelo rádio, Hamilton criticou a decisão da entrada do safety car. “Não há motivo para isso”.

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