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São Paulo quebra recorde na zona da degola e crise expõe problemas internos

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BRUNO GROSSI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O São Paulo quebrou seu recorde de permanência na zona de rebaixamento em edições do Campeonato Brasileiro. Com o empate por 2 a 2 com a Ponte Preta no sábado (9), o tricolor continuou na 19ª colocação, chegando a 11 rodadas entre os quatro últimos e quebrando a marca de dez rodadas do Brasileiro de 2013. Tudo isso ainda vem acompanhado de uma crise entre dois dos principais jogadores do elenco: Cueva e Rodrigo Caio.

Rodrigo, na última quinta-feira, cobrou Cueva em entrevista coletiva: "Precisa querer se ajudar". Quando o jogo contra a Ponte terminou, Cueva, que havia entrado aos 43 min do segundo tempo, esbravejou em direção ao zagueiro e correu sozinho para o vestiário. Depois, na zona mista do Morumbi, se negou a dar entrevista e disparou: "Fala com o Rodrigo Caio, fala com o Rodrigo Caio".

Apesar do cenário, jogadores e comissão técnica tentam afastar qualquer hipótese de problema de relacionamento no grupo. Foi assim na entrevista coletiva de Dorival Júnior e na conversa de Hernanes com a imprensa. O atacante Marcos Guilherme reforçou a versão de que as dificuldades do penúltimo colocado do Brasileiro estão longe de serem causadas por atritos entre os atletas:

"Ambiente não é ruim, temos conversado dia a dia, palestra, treinamento... O problema está em campo mesmo. Temos de nos doar mais, temos de vencer. Mais uma vez estava nas nossas mãos e não conseguimos", disse o camisa 23, relembrando a derrota por 4 a 2 para o Palmeiras na rodada passada.

Para Marcos Guilherme, que completou sete partidas pelo São Paulo no jogo contra a Ponte, o único problema extracampo que tem atrapalhado os jogadores é o controle emocional: "É difícil até de falar, são situações que estão se repetindo há alguns jogos. Nosso psicológico está muito abalado. Tínhamos 2 a 0 e o jogo controlado. Não pode acontecer o empate em um momento como esse. É muito preocupante. Rodada a rodada, o campeonato está passando. Todo jogo a gente tem de vir explicar".

Dorival Júnior completou 11 partidas à frente do tricolor, igualando o número do antecessor Rogério Ceni no Brasileiro -Pintado ainda fez um jogo como interino, na derrota por 3 a 2 para o Santos na Vila Belmiro. O atual treinador tem três vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com 21 gols sofridos e 18 marcados. Com Ceni, o time teve seis derrotas, três vitórias e dois empates, anotando dez gols e levando 11.

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