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Basquete já viu outras recusas à seleção nacional

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GIANCARLO GIAMPIETRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dez anos depois, a seleção brasileira masculina de basquete volta a lidar com a insubordinação pública de um jogador.

Ao se recusar a ir à quadra em Medellín, Bruno Caboclo repetiu gesto do armador Nezinho, hoje atleta do Vasco, durante a Copa América de 2007, em Las Vegas. Na ocasião, o jogador negou pedido do técnico Lula Ferreira nos minutos finais de uma vitória sobre o Uruguai.

Aquele foi um torneio tumultuado para a seleção. Dois dias antes, lesionado e descontente com a comissão técnica, o ala Marquinhos, hoje no Flamengo, havia abandonado a delegação.

Tanto o ala como o armador só voltariam à equipe três anos depois, sob o comando do argentino Rubén Magnano.

A seleção feminina também viu a ala Iziane negar um chamado do técnico Paulo Bassul em jogo contra Belarus, pelo Pré-Olímpico de 2008, na Espanha. Uma das estrelas da equipe, ela foi cortada do grupo e, depois, ficou fora dos Jogos de Pequim.

BAIXA INTENSIDADE

O gesto intempestivo não surpreendeu um experiente olheiro da NBA que estava no ginásio em Medellín para observá-lo. À reportagem, após vitória sobre a Colômbia, na véspera, o olheiro, que não pode ser identificado devido ao protocolo da liga americana, relatou que Caboclo parecia desconectado de seus companheiros.

Em seu diagnóstico, apontou baixa intensidade e aparente falta de comprometimento do ala.

No único triunfo brasileiro pelo Grupo A, ele somou 11 pontos e 11 rebotes.

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