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Roger recusa convite, e Flamengo não descarta técnico estrangeiro

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VINÍCIUS CASTRO

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O Flamengo fez contato, mas Roger Machado manteve a decisão tomada após deixar o Atlético-MG e escolheu não assumir o comando de nenhuma equipe do Brasil até o final de 2017.

Com isso, o time rubro-negro segue o trabalho nos bastidores para escolher o substituto de Zé Ricardo. Um técnico estrangeiro não foi descartado pelo diretor executivo Rodrigo Caetano durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (7).

Roger sustentou que não vê com bons olhos assumir um trabalho pela metade e também considera correto ficar fora do restante do Brasileirão. Ele já havia tomado tal decisão quando foi procurado pelo Corinthians, logo depois que saiu do Grêmio.

A diretoria rubro-negra trabalha agora no nome do técnico ideal. Rodrigo Caetano pediu calma aos torcedores e deixou claro que o time terá um bom treinador no comando. Um estrangeiro, tantas vezes pedido pela torcida, não foi descartado. O preferido dos flamenguistas é o colombiano Reinaldo Rueda, multicampeão pelo Atlético Nacional, também da Colômbia.

"Apesar de as experiências recentes não terem dado muito sucesso no Brasil, não quer dizer que não possamos fazer de forma diferente. Não citando nenhum nome. Sem sombra de dúvidas, quando você traz um técnico estrangeiro não está com a visão imediatista. Se não, tudo o que você faz, quando deseja resultado imediato, é não trazer um técnico estrangeiro. Porque o período de conhecimento e adaptação não vai te permitir resultados imediatos. Mas você abre uma linha do tempo em relação ao futuro, e aí abre uma das possibilidades no caso de um dia pensarmos em um técnico estrangeiro, pensando em futuro, em competições internacionais, que é um anseio nosso e dos torcedores", afirmou.

Sobre a demissão de Zé Ricardo e a busca pelo substituto, Rodrigo Caetano lamentou o momento e falou mais sobre o perfil que o Flamengo busca.

"O nosso planejamento era totalmente diferente. Só iniciamos alguns contatos depois de comunicar a demissão ao Zé Ricardo. Que a torcida tenha um pouco de calma, pois teremos a calma necessária para escolher um bom nome que dê seguimento ao modelo que o Flamengo acredita. O nosso trabalho é fazer consultas, divulgar nomes não traz benefício nenhum", disse.

"O Zé era o treinador com mais tempo no cargo. Sempre tivemos muita convicção nele. O Flamengo atual não faz parte dessa rotatividade enorme de técnicos. Avaliamos perfis distintos dentro das opções. Alguém que tenha metodologia e que dê seguimento ao que pensamos. Boa capacidade de liderança, independentemente de idade ou não. Tentaremos reunir tudo isso", completou.

Não são muitos os nomes trabalhados pela diretoria do Flamengo, assim como o grupo que trata a questão entre os dirigentes também é pequeno. Paulo César Carpegiani é um profissional falado nos bastidores e que agrada em alguns aspectos. Por enquanto, o Flamengo será dirigido pelo interino Jayme de Almeida.

"É óbvio que o ideal seria que já tivéssemos durante a semana um técnico para o jogo do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, mas o que vai palpar é a qualificação e o nome do escolhido. Por enquanto, o Jayme treina e escala o time".

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