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Sem seguro, velódromo vai gastar mais dinheiro público após incêndio

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SÉRGIO RANGEL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma das obras mais atrasadas dos Jogos Olímpicos, o Velódromo custou R$ 137,7 milhões, R$ 25 milhões a mais que o esperado pelo governo federal e pela Prefeitura do Rio.

Mesmo assim, os cofres públicos serão abertos novamente para repará-lo. Na madrugada de domingo (30), um incêndio danificou parte da cobertura da arena.

Para piorar a situação, a arena, que tem uma das pistas mais velozes do mundo, estava operando sem seguro. O valor da obra ainda não foi divulgado.

Além de receber ciclistas para treinos, o ginásio é a sede da AGLO (Autoridade de Governança do Legado Olímpico), órgão criado pelo governo federal para administrar nove arenas usada nos Jogos.

O velódromo foi repassado da Prefeitura do Rio para o governo federal em dezembro junto com outras três instalações esportivas do Parque Olímpico da Barra. Desde então, a arena não foi segurada.

O velódromo é uma das instalações mais delicadas erguidas para a disputa dos Jogos Olímpicos. Só de energia, a AGLO gasta R$ 160 mil no velódromo.

A pista do ginásio precisa de uma refrigeração adequada durante todo o dia para não se deteriorar.

Por causa do incêndio do último domingo, técnicos avaliam se a pista foi danificada. Parte do traçado foi coberto por cinzas e água.

A causa mais provável do incêndio no domingo é que a queda de um balão tenha iniciado o fogo, que demorou a ser controlado por falta também de uma brigada de bombeiro no Parque Olímpico da Barra.

Neste sábado (5), a cerimônia de abertura dos Jogos completa um ano. Pela manhã, o Ministério do Esporte fará uma comemoração pela data. Mas os eventos de ciclismo foram cancelados.

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