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Justiça nega habeas corpus para acusado em morte de palmeirense

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BRUNO THADEU

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo indeferiu pedido de habeas corpus para Nerivaldo Moura de Andrade, acusado na morte do palmeirense Leandro Zanho.

Nerivaldo tem ordem de prisão preventiva expedida em 28 de julho, mas não se apresentou à polícia, seguindo orientação de seu advogado, Arthur Sampaio Junior.

Leandro Zanho morreu na madrugada de 13 de julho após envolver-se em uma briga com corintianos no centro de São Paulo, horas depois do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no Allianz Parque.

Na ocasião, um trio de amigos palmeirenses ia embora para casa após o jogo, mas acabou encontrando corintianos em frente a uma borracharia próximo à Rua Tupi e a Avenida General Olímpio da Silveira, sob o Minhocão.

Imagens de vídeo mostraram os palmeirenses agredindo Anderson. Em seguida, Nerivaldo aparece e desfere uma facada em Leandro Zanho.

No pedido de liminar, o advogado de Nerivaldo informa que seu cliente agiu em legítima defesa. A defesa diz que Nerivaldo só atacou Zanho com uma faca após seu parente Anderson ser agredido por um grupo de palmeirenses.

A magistrada Ivana David explicou por que negou habeas corpus a Nerivaldo.

"Há indícios de autoria, salientando-se que o crime narrado na denúncia é considerado hediondo, de extrema gravidade, de sorte que a custódia é imprescindível para o resguardo da ordem pública", escreveu a magistrada.

Em 20 de julho, o Tribunal ainda rejeitou liminar que pedia a liberação de Anderson da Cruz Andrade, outro suspeito de participar da morte Leandro Zanho.