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Corinthians vence Ponte Preta e iguala melhor sequência invicta de Tite

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THIAGO ROCHA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Líder invicto do Brasileiro, o Corinthians de Fábio Carille não impressiona apenas pela frieza e eficácia em campo. Sob o comando do técnico, virou também um caçador de recordes. Na noite deste sábado (8), em Itaquera, capturou mais alguns.

Ao bater a Ponte Preta por 2 a 0, gols de Jadson e Jô, chegou a 26 jogos sem perder em 2017. Igualou, assim, a quarta maior sequência invicta da história do clube, registrada em 2015 sob o comando de Tite, de quem Carille era auxiliar técnico - foram campeões nacionais na ocasião.

Na partida anterior, ao vencer o Botafogo, o time havia equiparado os 25 duelos de invencibilidade obtidos em 2009 com o técnico Mano Manezes, de quem Carille também foi auxiliar.

Com dez vitórias e dois empates, o Corinthians soma 32 pontos. Com o triunfo, igualou outro recorde, esse do Fluminense, que em 2012 não perdeu nas 12 primeiras rodadas iniciais do Brasileiro.

Enfrentando o Corinthians pela quarta vez na temporada - as equipes decidiram o Paulista deste ano -, a Ponte Preta posicionou-se de forma parecida ao adversário, com marcação adiantada e atacantes abertos para puxar contra-ataques. Assim, dificultava a aproximação do time da casa à sua área.

Emerson Sheik, ídolo corintiano e agora camisa 11 ponte-pretano, era o centroavante, mas atuou muito isolado no comando de ataque. Neste aspecto, a "cópia" feita pelo técnico Gilson Kleina se distinguiu da versão original e acabou fazendo a diferença no primeiro tempo.

Aos poucos, com paciência, o Corinthians passou a achar brechas, e sempre acionando Jô, também isolado como centroavante, mas que recebia suporte rápido dos meias quando conseguia reter a bola.

No último lance da etapa inicial, aos 46 minutos, o atacante superou Rodrigo no físico e cabeceou. Aranha fez uma defesa milagrosa, mas o rebote caiu nos pés de Jadson, que abriu o placar.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, o Corinthians ampliou com Jô, artilheiro da equipe na temporada, com 14 gols. Livre dentro da área, ele recebeu passe de Rodriguinho e arrematou com categoria.

A Ponte trocou Elton por Wendel e lançou-se mais ao ataque. Aos 19, Emerson Sheik foi empurrado dentro da área por Guilherme Arana. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou o pênalti, mas não parecia muito convicto.

Mais de cinco minutos se passaram, com cerco de jogadores ao árbitro, conversa de Ribeiro com seus auxiliares e cartão amarelo mostrado a Arana. Na cobrança, o goleiro Cássio defendeu o chute de Lucca, vinculado ao Corinthians, mas emprestado ao clube de Campinas até o fim deste ano.

Ao líder do Brasileiro, coube controlar o jogo e evitar desfalques para a próxima rodada, com clássico diante do Palmeiras, nesta quarta-feira (12), no Allianz Parque. Tanto que, logo após não sofrer o gol de pênalti, Carille sacou Jô, pendurado com dois cartões amarelos, e colocou Kazim em campo.

CORINTHIANS

Cássio; Léo Príncipe, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel e Maycon (Camacho), Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô (Kazim).

T.: Fábio Carille

PONTE PRETA

Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Rodrigo e Fernandinho; Fernando Bob, Jádson (Lins), Elton (Wendel) e Renato Cajá (Claudinho); Lucca e Emerson Sheik.

T.: Gilson Kleina Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Pablo Almeida da Costa (ambos de MG)

Público/Renda: 32.877 pagantes/R$ 1.974.902,30

Cartões amarelos: Pablo e Guilherme Arana (Corinthians); Jadson (Ponte Preta)

Gols: Jadson (COR), aos 46 minutos do primeiro tempo; e Jô (COR), aos dois minutos do segundo tempo.

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