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Sem patrocínio master desde 2016, Fluminense faz mudanças no marketing do clube

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LEO BURLÁ

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Com a camisa sem patrocinador master fixo desde o início de 2016, data do rompimento da parceria com a Viton 44, o Fluminense é, ao lado do Corinthians, o único clube da Série A sem a cota mais nobre de seu uniforme vendida.

Nas Laranjeiras, a pressão sobre o presidente Pedro Abad é grande. Ainda que esteja em seus primeiros meses de mandato, o dirigente é pressionado para que uma negociação seja concluída, o que daria um pouco de oxigênio para as combalidas finanças tricolores. Sem uma parceira fixa, o clube optou por estampar a marca de seu programa de sócio-torcedor em seus uniformes de jogo.

Em meio ao cenário econômico desolador, o Fluminense contratou uma gigante do ramo de consultoria, que desenha uma reestruturação organizacional para todas as áreas do clube. Uma das prioridades da atual gestão, o departamento de marketing terá mudanças a partir da conclusão deste trabalho. Desde que Abad assumiu já houve trocas na gerência e outras partidas e chegadas na área são dadas como certas no clube tricolor.

Além de novos profissionais, o clube pretende instituir um departamento comercial independente, que ajudaria mais diretamente nesta captação de novos negócios e no desenvolvimento de outras parcerias que rendam frutos financeiros. A medida pretende descentralizar as atribuições e ampliar o diálogo com os profissionais do marketing.

"A gente está com mais de 20 propostas de patrocínio por aí, mas o mercado não está nada bom. Com o cenário econômico cheio de dúvidas, as respostas demoram a chegar. O mercado está encolhido, mas temos intermediários fora do Brasil também. Mas não iremos desvalorizar nossa camisa", disse Idel Halfen, vice-presidente de marketing tricolor.

Fluminense e Caixa Econômica Federal, que ainda mantêm conversas, já estiveram em um estágio mais avançado de negociação, mas o clube entendeu que as contrapartidas pedidas pelo banco estatal não compensavam. Exigências como camarotes e uma cota grande de camisas por mês esfriaram o papo. Sem a instituição financeira, o Fluminense fez acordos pontuais no Brasileiro de 2016 e nas finais do Carioca deste ano.

Não bastasse o calote da empresa do ramo de bebidas, que deixou o time tricolor com um contrato de R$ 23 milhões ainda em vigor, o Fluminense ainda sofre as consequências do acordo com a Dry World, empresa de material esportivo que sucedeu a Adidas. Os canadenses tiveram problemas para honrar o trato, que foi rompido e será alvo de contestação na Justiça do Canadá. O clube estima que a causa pode ultrapassar os R$ 100 milhões.

Não bastasse ter causado prejuízo, a antiga fornecedora nunca conseguiu ter sucesso na distribuição dos uniformes. Além disso, as categorias de base seguem usando até hoje o material da fornecedora alemã, e o mesmo se aplica aos atletas das modalidades olímpicas.

A partir de julho, o Fluminense vai vestir Under Armour, também parceira do São Paulo. Os modelos dos uniformes já foram apresentados e aprovados pelo Conselho Deliberativo. O lançamento da coleção está marcado para julho, mês do aniversário do clube.

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